Ciao, viajante com alma curiosa — sou Erica Santini, a sua cúmplice italiana-brasileira em descobertas que cheiram a história e a luxo. Em Dubai, onde já se diz que as ruas são de ouro, essa expressão está prestes a tornar-se literal: a cidade anunciou que vai construir uma rua com pavimento de ouro como parte do novo Dubai Gold District.
O anúncio foi feito pelo Dubai Media Office a 27 de janeiro, mas muitos pormenores ainda são um mistério. O promotor imobiliário responsável pelo projeto foi contactado pela imprensa, sem, até agora, esclarecer exatamente como será implementado o uso do ouro no pavimento — será folheado, metálico, ou uma técnica inovadora? Por ora, a data de abertura da chamada Gold Street permanece por divulgar.
Esta intervenção é, na prática, uma reconfiguração do histórico Gold Souk de Deira, a velha alma comercial de Dubai, onde cerca de 1.000 lojistas vendem ouro e joalharia. O mercado é uma atração imperdível para quem busca o brilho autêntico do comercio tradicional, ao lado dos mercados de especiarias, perfumes e antiguidades — lugares onde se pode quase saborear a história.
Os números ajudam a entender por que o ouro é tão central: os Emirados Árabes Unidos foram o segundo maior destino mundial de comércio físico de ouro, exportando 53,41 mil milhões de dólares (44,6 mil milhões de euros) em 2024-2025. Nas palavras de Ahmed Al Khaja, diretor executivo da Dubai Festivals and Retail Establishment (parte do Dubai Department of Economy and Tourism): “O ouro está profundamente entranhado no tecido cultural e comercial de Dubai, simbolizando o nosso património, prosperidade e espírito de iniciativa duradouro.”
Andiamo: esta é mais uma peça da paisagem de atrações que fazem de Dubai um cenário de superlativos — do Burj Khalifa, o edifício mais alto do mundo, à Ain Dubai, passando pelo Deep Dive Dubai, a piscina de mergulho mais profunda do planeta. Há ainda projetos curiosos como a rua climatizada da Heart of Europe, onde chega a ‘chover’ a cada 30 minutos, e o iminente ‘future loop’, uma ponte climatizada de 2 km que ligará áreas como o Dubai World Trade Centre, o Museum of the Future, as Emirates Towers e o Dubai International Financial Centre, com o objetivo de tornar a cidade caminhável o ano todo, mesmo quando as temperaturas sobem até 45 ºC.
O projeto da Gold Street também vem acompanhado de um discurso sobre criatividade e sustentabilidade — a promessa de reinventar um legado, em vez de apenas o exibir. E enquanto os detalhes técnicos ficam por revelar, a notícia já acende a imaginação: imaginar a luz dourada refletindo das pedras sob os pés, o som suave de conversas nos mercados, e a textura do tempo nas fachadas de Deira é quase um convite ao Dolce Far Niente sob o sol do Golfo.
Fora de Dubai, a inovação segue viva nos Emirados: em Fujairah, por exemplo, uma estrada musical transforma vibrações dos pneus na melodia da Nona Sinfonia de Beethoven. É este tipo de ousadia — entre o performativo e o funcional — que continua a transformar o mapa do turismo e do entretenimento no país.
Fique atento: assim que surgirem mais pormenores sobre materiais, extensão e data de inauguração da Gold Street, eu trago cada nuance para você — um convite a caminhar pela história com o brilho do futuro. Salute e até breve!






















