Ciao, viajante. Sou Erica Santini, e convido você a saborear a história ao ritmo da caminhada. Voltam neste ano as iniciativas guiadas do Cammino dei Cappuccini, o primeiro e único percurso gerido diretamente por um pedido religioso: os Frades Menores Capuchinhos. Em 2026, a rota ganha um significado ainda mais profundo, ao celebrar os 800 anos da morte de São Francisco, numa série de experiências pensadas para unir outdoor, cultura e espiritualidade.
Depois do sucesso entre peregrinos e viajantes do ano passado, retornam três propostas de viagem lenta, coordenadas e seguras, desenhadas para quem busca um elo autêntico com os territórios percorridos. O tracciato desenvolve-se ao longo do Appennino marchigiano, cruzando caminhos antigos que ligam conventos, santuários e pequenos centros históricos. São dias entre bosques, colinas cultivadas e vallate interne, uma geografia que resiste aos grandes fluxos turísticos e convida ao Dolce Far Niente e à escuta do lugar.
Em cada trecho, a luz muda com o relevo: o perfume dos vinhedos e o cheiro da terra recém-remexida acompanham os passos, enquanto as fachadas gastas carregam a textura do tempo. Ali, o aniversário francescano é mais do que uma celebração: é uma oportunidade de reencontrar os espaços onde a mensagem de São Francesco permanece viva no cotidiano das comunidades locais. Andiamo: o caminhar torna-se ritual, encontro e descoberta.
A primeira experiência acontece de 20 a 26 de abril, com um percurso que parte de Camerino e segue entre igrejas, pequenos eremitérios e povoações rurais — pontos onde a hospitalidade dos Frades e das populações oferece repouso e histórias para partilhar ao redor de uma mesa simples. As três propostas foram idealizadas atendendo à procura crescente por itinerários que ofereçam confidencialidade, segurança e imersão cultural: cada jornada é guiada por quem conhece profundamente os lugares, suas tradições e seus ritos.
Se você busca mais do que uma foto bonita — se deseja saborear a história, ouvir o silêncio dos bosques e sentir a presença da tradição nas comunidades — estes caminhos são um convite. Não se trata de um roteiro competitivo, mas de um testemunho de hospitalidade: passos lentos, partilha de refeições, noites em hospedarias simples ou em estruturas ligadas aos próprios Frades. É uma viagem pensada para tocar os sentidos e renovar o olhar.
Para quem planeja participar, a sugestão é garantir vaga com antecedência e preparar-se para caminhar com simplicidade — calçados confortáveis, uma mochila leve e o desejo de se deixar surpreender. E, claro, trazer um caderno, porque sempre há uma história para anotar, um sabor para lembrar, a luz dourada de uma tarde que se eterniza na memória.
Se quiser, eu conto mais detalhes sobre cada etapa, dicas práticas e como transformar essa peregrinação em uma experiência sensorial e cultural inesquecível. Alla prossima — e buon viaggio.






















