3 de janeiro de 2026 — Em um movimento que redesenha, de forma abrupta, a tectônica de poder na América Latina, os Estados Unidos realizaram, na madrugada desta sábado, uma operação militar de amplo alcance contra alvos no Venezuela. O presidente norte-americano, Donald Trump, reivindicou publicamente a ação e declarou que o presidente Nicolás Maduro e sua esposa foram capturados e removidos do país.
Por volta das 02:00, hora local, explosões de grande intensidade sacudiram pontos estratégicos de Caracas e de outros locais sensíveis do país. Relatos e imagens iniciais indicam ataques direcionados não apenas à capital, mas também a áreas militares e ilhas, como a cidade de Maracay — sede da Base Aérea El Libertador — e a Isla Margarita.
Testemunhas e registros visuais apontaram a presença de aeronaves e helicópteros de origem norte-americana, incluindo aeronaves identificadas como pertencentes ao 160th Special Operations Aviation Regiment do Exército dos Estados Unidos. Fontes locais também relatam que ataques atingiram o Cuartel de la Montaña, local simbólico que abriga a tumba do ex-líder Hugo Chávez; a informação foi posteriormente confirmada por Agustin Antonetti, diretor do Latin America Watch na Fundacion Liberta.
Em comunicado-oficial subsequente, o presidente Nicolás Maduro decretou Estado de Emergência e convocou “os povos e governos da América Latina, do Caribe e do mundo” a se mobilizarem em solidariedade ativa contra o que qualificou como agressão externa. As reações regionais não tardaram: os presidentes de Cuba e da Colômbia condenaram os ataques, classificando-os como “atentados terroristas” e uma “grave violação da Carta das Nações Unidas”.
Do ponto de vista geoestratégico, trata-se de um movimento de alto risco, cujo impacto vai muito além da destruição física imediata. A captura anunciada de líderes políticos constitui um deslocamento decisivo no tabuleiro diplomático: arrisca desencadear uma cadeia de respostas militares, sancionatórias e humanitárias que podem reconfigurar alianças e fronteiras de influência no hemisfério ocidental.
Enquanto a administração de Donald Trump apresenta a operação como um sucesso, atores internacionais e organismos multilaterais provavelmente passarão a discutir — a portas fechadas e em fóruns públicos — a legalidade, as consequências humanitárias e os riscos de escalada. Em um cenário de arquitetura internacional já fragilizada, esta ação representa um movimento audacioso que exigirá paciência estratégica e coordenação diplomática para evitar uma conflagração regional.
Atualizações sobre o estado dos detidos, o teor das operações e as reações internacionais devem emergir nas próximas horas. Observadores independentes, organizações humanitárias e governos da região acompanham com atenção, enquanto o mundo avalia os alicerces frágeis da ordem global frente a uma intervenção tão direta.































