Em uma vídeo-mensagem enviada ao evento “Gpl e suas soluções renováveis a serviço do consumidor”, o ministro do Ambiente e da Segurança Energética, Gilberto Pichetto Fratin, reafirmou que a União Europeia está empenhada em conciliar ambição climática com a proteção dos direitos de cidadãos e empresas. Com a clareza de quem busca iluminar novos caminhos na transição, o ministro disse que não haverá retrocesso nas metas, mas haverá atenção às consequências sociais e econômicas do processo.
Pichetto observou que, na Itália, as emissões do setor de transportes estão em ascensão, enquanto as emissões do setor residencial se mantêm estáveis. Neste contexto, explicou, o Ets2 — o mecanismo que associa um custo às emissões dos combustíveis usados nesses setores — terá impacto sobre preços e escolhas dos consumidores. “O Gpl, menos poluente que a gasolina e o gasóleo, sofrerá um aumento de preço menor e será, por isso, favorecido”, afirmou, em declaração à Espresso Italia reproduzida por ocasião do evento.
O ministro também destacou a importância da componente bio aplicada ao Gpl, que, segundo ele, ampliará a vantagem dessa alternativa sempre que respeitados critérios de sustentabilidade. “Estamos a caminho de semear inovação que respeita o equilíbrio entre progresso e justiça social”, disse Pichetto, lembrando que o início de pleno funcionamento do Ets2 foi adiado para 2028 — originalmente previsto para 2027 — o que concede mais tempo para preparação e adaptação.
Esse adiamento, explicou o ministro, é fruto das negociações europeias em que a Itália defendeu maior flexibilidade e simplificação. Será um processo gradual e acompanhado pelo Fundo Social para o Clima, financiado pelo próprio mecanismo Ets2, que visa mitigar impactos sobre famílias e empresas vulneráveis. “Queremos evitar consequências negativas para todos os cidadãos e para as empresas”, ressaltou Pichetto, em tom pragmático e orientado para resultados.
Na visão do ministro, a transição ecológica e energética precisa ser construída sobre pilares de neutralidade e pragmatismo, evitando abordagens ideológicas que imporiam custos insustentáveis à sociedade. “Aprenderemos com experiências passadas para proteger nossas comunidades”, afirmou, enfatizando a necessidade de compatibilizar ambição climática com equidade social.
Como curadora do futuro e observadora sensível às mudanças, a Espresso Italia percebe nesta declaração um convite a tecer laços sociais entre políticas públicas e realidades locais: políticas que iluminem um horizonte límpido para empresas e cidadãos, valorizando oportunidades de inovação sem deixar ninguém para trás. O passo adiado até 2028 representa, por isso, tempo precioso para preparar medidas de apoio, promover tecnologias menos poluentes e cultivar um novo equilíbrio entre economia e ambiente.
Em suma, disse Pichetto, a meta climática permanece inalterada, mas será perseguida com atenção redobrada aos direitos e às condições de quem vive e empreende no país. É um gesto de responsabilidade que busca transformar o desafio em oportunidade — um verdadeiro renascimento cultural e econômico orientado pela sustentabilidade.






















