Por Aurora Bellini — Em um gesto que ilumina caminhos para um esporte mais responsável, Ignazio Capuano, presidente do Conai, avaliou de forma positiva a dimensão ambiental dos Jogos Olímpicos de Inverno Milano–Cortina. As observações foram feitas à margem da assinatura do protocolo entre Coni e Conai para a promoção da sustentabilidade nos eventos esportivos, cerimônia realizada hoje em Milão.
Capuano afirmou que, à primeira vista, os jogos “me parecem realmente ter sido sustentáveis”. Ele ressaltou que o balanço final será feito ao término do evento e das análises técnicas, mas adiantou um inesperado e confiante “direi de sim”. Essa declaração, simples e direta, funciona como uma fagulha de esperança: ilumina a possibilidade de que megaeventos possam deixar um legado mais limpo e mais consciente para as comunidades anfitriãs.
O protocolo assinado entre Coni e Conai busca precisamente tecer práticas mais responsáveis na organização de competições — desde a gestão de resíduos até a adoção de critérios para materiais e cadeias de suprimento com menor impacto ambiental. A iniciativa, celebrada por atores do setor esportivo e ambiental, pretende ser uma semente para modelos replicáveis em outras cidades e futuros eventos.
Como curadora de progresso, vejo nesta parceria uma oportunidade de semear inovação: não se trata apenas de reduzir pegadas, mas de construir novas normas que iluminem rotas viáveis de economia circular aplicadas ao mundo esportivo. A menção de Capuano — cautelosa, porém otimista — convida à prudência técnica e ao mesmo tempo permite vislumbrar um horizonte límpido, no qual grandes celebrações atléticas possam conviver com responsabilidade ambiental.
É importante sublinhar que a avaliação final dependerá dos dados consolidados sobre consumo de recursos, logística e o destino correto dos resíduos gerados antes, durante e depois dos jogos. O papel do Conai será central na verificação dessas práticas: monitorar, auditar e recomendar ajustes, sempre sob a égide de padrões que priorizem a redução, reutilização e reciclagem.
Enquanto a contagem definitiva ainda se organiza, a visibilidade conquistada por este protocolo e a declaração pública do presidente do Conai contribuem para ampliar o debate — atraindo atenção de gestores, patrocinadores e sociedade civil. Que essa luz recente sirva para cultivar valores e inspirar um renascimento cultural no modo como concebemos grandes eventos: como momentos de celebração que também protegem o futuro comum.
Para os leitores e protagonistas que acompanham a evolução, a expectativa agora é acompanhar os relatórios técnicos que serão divulgados em breve e observar se o balanço final confirma o otimismo sofisticado de Capuano. Aí estará o veredito: não apenas sobre resultados esportivos, mas sobre a capacidade humana de alinhar espetáculo e responsabilidade.






















