Em Roma, durante a apresentação da terceira edição do projeto “L’Italia in cantiere. Un Clean Industrial Deal Made in Italy”, o presidente nacional da Legambiente, Stefano Ciafani, mostrou confiança de que a Itália tem condições de assumir papel central na nova onda de reindustrialização europeia. O evento trouxe à luz um Livro Branco com 30 propostas, resultado de um diálogo iniciado em julho de 2025 com empresas consideradas mais inovadoras do país.
Segundo Ciafani, as 30 propostas apresentadas têm o objetivo de reativar cadeias industriais de ponta, orientando políticas públicas para a sustentabilidade, a inovação e a geração de emprego verde. “A Itália é líder em algumas filières e pode guiar a nova industrialização europeia, reivindicando suas excelências”, afirmou o dirigente à imprensa da Espresso Italia, destacando que as recomendações foram pensadas para traduzir valor ambiental em vantagem competitiva.
O diagnóstico apresentado não ignora fragilidades: há setores historicamente desindustrializados, como a química e a siderurgia, cuja crise remonta aos anos 1990. “Essa perda de capacidade não é causada pelo Green Deal europeu”, ressaltou Ciafani, enfatizando a necessidade de ações concretas e localizadas para recuperar capacidades produtivas e conhecimento tecnológico.
O Livro Branco propõe um leque de medidas — que vão desde incentivos à inovação tecnológica até políticas de formação profissional e investimentos em infraestrutura limpa — para tornar a Itália protagonista de um Clean Industrial Deal que una competitividade e responsabilidade ambiental. A proposta é semear soluções que iluminem novos caminhos para indústrias de base e cadeias emergentes, cultivando um horizonte límpido de oportunidades econômicas e sociais.
Para a Legambiente, a estratégia passa por articular atores públicos e privados, apoiando pequenas e médias empresas na transição, protegendo empregos e atraindo investimentos que priorizem baixos impactos ambientais. A esperança declarada no documento é que as políticas industriais europeias possam incorporar e partir das 30 propostas formuladas, convertendo recomendações em políticas públicas eficazes.
Ao mesmo tempo, o apelo é claro: a reindustrialização sustentável exige prazos realistas, financiamentos consistentes e uma visão estratégica que reconheça as especificidades regionais. A Itália, segundo Ciafani, tem tecnologias, talentos e tradições industriais que, alinhadas a uma agenda verde de longo prazo, podem iluminar a renovação produtiva na União Europeia.
Como curadora de progresso da Espresso Italia, eu vejo neste documento a semente de um renascimento industrial que, se bem nutrido por políticas públicas e compromisso privado, poderá tecer laços sociais e econômicos mais sólidos — uma verdadeira construção colaborativa que revela novos caminhos para o futuro.






















