Por Aurora Bellini, Espresso Italia
Entre os dias 4 e 6 de março, a transição energética ganha um palco concreto na Fiera di Rimini: o Innovation District do Key – The Energy Transition Expo se firma como um centro vital para transformar ideias em aplicações industriais e talentos em competências reais. Neste novo desenho da feira promovida pela IEG (Italian Exhibition Group), um pavilhão inteiro — o D4 — será dedicado à inovação, reunindo iniciativas que semeiam soluções tangíveis para o desafio energético.
O Innovation District nasce como um percurso de open innovation, pensado para conectar startups e scale-ups a empresas consolidadas e investidores, criando pontes que iluminam novos caminhos para negócios sustentáveis. A área Start-up&Scale-up concentra projetos de ponta em sete setores-chave do Key: energia solar, energia eólica, hidrogênio, eficiência energética, energy storage, e-Mobility e Sustainable City.
Serão apresentadas 32 startups e PMIs inovadoras, selecionadas entre 67 candidaturas respondentes à Call for Start-up promovida pela Italian Exhibition Group em colaboração com parceiros estratégicos: Ice – Italian Trade Agency, Art-Er, Fondazione Mai, Angi e o Plug and Play Tech Center. Sete delas — uma por cada setor — receberão uma placa de reconhecimento, celebrando ideias que já projetam impacto econômico e social.
No pavilhão, a iniciativa Green Jobs&Skills funcionará como uma praça de encontro entre a demanda por talentos e a oferta de novas competências verdes, estimulando a formação de carreiras alinhadas à economia de baixo carbono. Ao lado, haverá um estande dedicado ao Bex – Beyond Exploration, a nova expo-conference sobre space economy e commercial space flight promovida pela IEG em parceria com a Região Emilia-Romagna, marcada para 23 a 25 de setembro na mesma Fiera di Rimini.
As soluções expostas no Innovation District refletem um mosaico tecnológico: desde sistemas de eficiência energética e bombas de calor avançadas até propostas de armazenamento gravitacional de energia. A inteligência artificial aparece como fio condutor para a gestão otimizada de consumo e manutenção preditiva — monitorando em tempo real, detectando anomalias e reduzindo desperdícios para empresas, grandes instalações, cidadãos e comunidades energéticas.
Tecnologias de monitoramento integradas, que combinam imagens de satélite, levantamentos por drone e sensores terrestres, prometem automatizar a gestão técnica de projetos e fortalecer a resiliência das infraestruturas. É um ecossistema que visa não só inovação incremental, mas a criação de serviços que transformam cadeias produtivas e territórios.
Como curadora de progresso, vejo neste movimento uma rara convergência entre criatividade técnica e propósito social: o Innovation District do Key personifica a oportunidade de cultivar valores e gerar um renascimento cultural — onde ideias luminosas se tornam projetos palpáveis e escaláveis. Ao conectar jovens empreendedores a atores industriais e financeiros, o evento acende um horizonte límpido para a economia de energia limpa e para o legado que desejamos deixar às próximas gerações.
Visite o pavilhão D4 e acompanhe as apresentações, pois é nesse interlúdio entre pensamento e prática que se revelam novos caminhos para a energia do amanhã.





















