Por Stella Ferrari — Em termos de presença e espetáculo, poucas figuras contemporâneas operam como uma marca tão consistente quanto Snoop Dogg. Agora, o artista se prepara para ser um dos rostos mais comentados durante os Jogos de Inverno: não como atleta, mas como voz e presença midiática.
Confirmado pela NBCUniversal como Embaixador da Felicidade para os Jogos Olímpicos de Inverno de Milão-Cortina, entre 6 e 22 de fevereiro, Snoop terá papéis de apresentação e comentário: a sua função será tornar a cobertura mais acessível e leve, oferecendo ao público um ponto de contato entre entretenimento e esporte de alto desempenho.
Questionado sobre que esporte escolheria caso resolvesse competir, o rapper respondeu com seu humor característico: escolheria curling. “Eu com o esfregão sei me virar. Quando era jovem com o esfregão eu era o melhor. Trabalhei no McDonald’s e no Lucky’s, e ninguém limpava como eu”, disse ele, em uma declaração que mistura ironia e autobiografia. Fica claro: não é atleta olímpico, mas tem jogo de cena.
Carson Daly, do Today Show, resumiu bem a aposta: “Um dos nossos momentos preferidos nas Olimpíadas é ver o Snoop assistir às Olimpíadas”. A escolha não é improvisada: Snoop Dogg já vinha construindo um currículo de comentarista descontraído e eficaz, com passagens relevantes nas coberturas de Tokyo 2021 e Paris 2024, onde conquistou audiência ao traduzir conteúdos técnicos em narrativa popular e envolvente.
Antes mesmo disso, viralizou com transmissões e comentários sobre lutas de boxe e partidas da NFL, em que combinou humor, surpresa e uma percepção surpreendentemente competente dos eventos. Em termos de comunicação, ele funciona como um catalisador: acelera o alcance e reduz a barreira de entrada para públicos não especializados.
Do ponto de vista de marca e estratégia de conteúdo, a parceria com a NBCUniversal é uma calibragem inteligente: adiciona calor humano à precisão jornalística, uma espécie de “motor da cobertura” que busca aceleração de tendências e maior penetração de público. É também um movimento que reflete a busca por diversidade de vozes na transmissão esportiva, algo que eleva a experiência do espectador sem comprometer o rigor da apuração.
Importante reforçar: Snoop não competirá nas pistas. Seu papel é narrativo e promocional — um comentarista em tom leve, cujo capital cultural e carisma funcionam como alavanca para audiência.
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Como estrategista com visão de mercado global e formação ítalo-brasileira, acompanho este movimento com interesse: na interseção entre cultura popular e esportes de elite, há uma oportunidade clara para redesenhar a experiência do público — não diferente da calibragem fina de um motor, onde cada peça precisa trabalhar em harmonia para obter máxima performance.






















