Em Roma, durante a apresentação da nova campanha de comunicação aprovada pelo Ministério da Saúde e lançada por MSD Itália em parceria com a Serie A Women, Elsa Viora, presidente da SIGO – Sociedade Italiana de Ginecologia e Obstetrícia, fez uma declaração clara que merece atenção: é possível prevenir a infecção por HPV por meio da vacinação e, consequentemente, evitar o surgimento de tumores. Esta é, segundo ela, a única forma de prevenção primária do câncer do colo do útero.
Como um observador sensível do cotidiano, gosto de pensar na saúde pública como a respiração de uma cidade: cada gesto coletivo — uma vacina aplicada, uma mensagem bem compreendida — renova o ar que todos compartilhamos. A campanha ‘Blocca l’Hpv con la vaccinazione’ chega nesse contexto como uma brisa planejada que busca cortar a circulação silenciosa do vírus e plantar a semente de uma nova estação de proteção.
Viora sublinha que não se trata apenas de uma recomendação técnica, mas de uma oportunidade que não podemos perder. Quando falamos em vacinação contra o HPV, falamos de prevenir antes que a doença apareça, de fechar portas para o desenvolvimento de tumores que afetam aquilo que, para muitas mulheres, é um espaço íntimo e decisivo de sua vida: o colo do útero. É a diferença entre cuidar do solo antes da colheita ou tentar salvar a safra quando já se vê o estrago.
O convite trazido pela campanha é duplo: informar com clareza e facilitar o acesso à proteção. Em termos práticos, isso significa mostrar que a vacinação é segura, eficaz e disponível, e que sua adoção universal pode reduzir substancialmente a carga de câncer cervical nas próximas décadas. É um chamado a transformar conhecimento em ação — para famílias, profissionais de saúde e para as políticas públicas.
Para quem vive na Itália ou observa seus ritmos, a aprovação pelo Ministério da Saúde confere um selo de responsabilidade institucional que reforça a mensagem de Viora. Quando instituições, fabricantes e o mundo do esporte se alinham — aqui com a visibilidade da Serie A Women — a comunicação ganha alcance e afeto, penetrando nas rotinas como o aroma de um café que anuncia a manhã.
Não é apenas sobre números: é sobre vidas preservadas, sobre o tempo interno do corpo que é poupado de tratamentos invasivos, sobre o inverno da mente que muitas vezes acompanha um diagnóstico e que podemos evitar. A prevenção primária é, em linguagem simples, a intenção de evitar que o problema nasça. A vacinação contra o HPV é, hoje, nossa melhor ferramenta para isso.
Como jornalista e observador do bem-estar, recomendo atenção às comunicações oficiais, diálogo com profissionais de saúde e, acima de tudo, ouvir a voz da prevenção antes que a paisagem da vida mude. A campanha ‘Blocca l’Hpv con la vaccinazione’ é mais do que uma mensagem: é uma janela para um futuro com menos câncer cervical, quando nos orgulharmos da colheita de hábitos saudáveis que soubemos semear agora.






















