Por Alessandro Vittorio Romano — Em um momento em que o cotidiano profissional se mistura cada vez mais com os ritmos íntimos da vida, testemunhamos uma mudança cultural profunda: o trabalho deixa de ser apenas fonte de renda e reivindica um papel ativo na construção do bem-estar físico e psicológico das pessoas. É esse o fio condutor do quinto episódio do vodcast “Ssn – Salute, sostenibilità e nuove frontiere”, produzido pela Adnkronos em colaboração com a Abbvie, disponível nas principais plataformas digitais.
Não se trata de um capricho: ao lado da justa demanda por uma retribuição adequada, cresce a expectativa de que o ambiente profissional funcione como um terreno fértil para a saúde integral. Empresas e instituições são convocadas a repensar espaços, práticas e políticas — não apenas como medidas pontuais de gestão, mas como uma espécie de agricultura do bem-estar, onde pequenas intervenções constantes produzem colheitas duradouras para a qualidade de vida dos trabalhadores.
Como um jardineiro que observa a respiração das estações, gestores e decisores precisam reconhecer os ciclos: há o inverno das pressões produtivas, o despertar das iniciativas de prevenção e a primavera do envolvimento real dos colaboradores. Transformar o trabalho em um instrumento de saúde implica olhar para fatores tão diversos quanto a organização do tempo, a ergonomia dos espaços, a cultura de liderança, as oportunidades de conciliação entre vida profissional e pessoal, e o acesso a serviços de apoio à saúde mental.
Do ponto de vista prático, essa transição exige estratégias integradas. Programas de prevenção e promoção da saúde, políticas de flexibilidade que respeitem os ritmos biológicos, formações para líderes sobre empatia e escuta ativa, e espaços físicos que favoreçam tanto a concentração quanto o convívio são peças de um mesmo mosaico. Instituições públicas e privadas, assim, têm um papel complementar: as primeiras podem estabelecer normas e incentivos, enquanto as segundas experimentam soluções no campo da inovação organizacional.
O vodcast da Adnkronos com a Abbvie abre uma conversa necessária: como alinhar produtividade e qualidade de vida sem reduzir nenhuma das duas a slogans? A resposta está na prática cotidiana — na capacidade de redesenhar rotinas como se fossem trilhas que acompanham o tempo interno do corpo e a respiração da cidade. Empresas que acolhem essa perspectiva não só promovem saúde, como fortalecem engajamento, criatividade e resiliência coletiva.
Convido o leitor a ouvir o quinto episódio do “Ssn – Salute, sostenibilità e nuove frontiere” e a imaginar intervenções possíveis onde você trabalha: um horário de início que respeite o sono, pausas estruturadas que revertem em foco, espaços com luz natural e circulação, políticas que valorizem a saúde mental sem estigmas. Pequenas sementes plantadas com intenção viram bosques onde o trabalho realmente faz bem.
Seja no serviço público ou na empresa familiar, o desafio é o mesmo: transformar o local de trabalho em um ambiente que nutra, cuide e potencialize a vida. É uma tarefa coletiva, que pede sensibilidade — e ação.
















