Por Alessandro Vittorio Romano — Espresso Italia
14 de fevereiro de 2026, Palermo — Em um movimento que combina prudência técnica e cuidado pelo bem-estar de quem vive a urgência, a SEUS 118 da Região Sicília iniciou a distribuição de cerca de 260 detectores portáteis de monóxido de carbono destinados às ambulâncias. O anúncio foi feito pelo presidente da SEUS 118 Região Sicília, Riccardo Castro, em entrevista à Italpress, e representa mais um passo na colheita de hábitos preventivos que protegem o tempo interno do corpo daqueles que atuam nas linhas de frente.
O impulso para a aquisição dos dispositivos vem também de episódios críticos anteriores, entre eles o episódio ocorrido em 2025 em Zafferana Etnea. Castro explicou que a medida se insere numa estratégia mais ampla de segurança dos locais de intervenção: “Siamo sempre attenti su queste dinamiche, abbiamo voluto acquisire e dotare ogni ambulanza di un dispositivo portatile che è un rilevatore di monossido di carbonio … Ovviamente una volta che il rilevatore segnala la presenza di monossido di carbonio verranno contattati gli organi competenti, che sono i vigili del fuoco” — palavras que chegam como um lembrete de que, por vezes, a cidade respira perigos invisíveis.
O equipamento escolhido é o modelo digital TG-2233: um detector a bateria equipado com sensor eletroquímico com vida útil estimada em até dez anos. Capaz de monitorar em tempo real a concentração de CO no ar, o aparelho apresenta leitura em display integrado e identifica níveis entre 10 e 258 ppm (partes por milhão). Para traduzir o risco em ação, o TG-2233 sinaliza três níveis distintos — baixo, alto e perigoso — e dispara um alarme sonoro de 85 decibéis quando necessário.
Além da simplicidade de uso, a unidade guarda memória do pico de monóxido registrado nas últimas quatro semanas, o que facilita avaliações posteriores das exposições e a construção de um mapa de risco mais atento. Seu funcionamento a bateria e o suporte destacável permitem que o detector seja transportado e utilizado em variados contextos operacionais, reforçando a flexibilidade necessária durante o socorro.
Para os profissionais que enfrentam o inesperado, dotar ambulâncias com esses aparelhos é um gesto de prudência que agrega camadas de segurança aos condutores socorristas e a todo o pessoal de emergência atuante no território siciliano. É como oferecer a eles uma bússola para um ar que nem sempre se vê.
Paralelamente à introdução dos detectores, a governança da SEUS mantém o foco na segurança frente às agressões a operadores. Castro confirmou que está em curso uma fase de estudo para identificar dispositivos de prevenção eficazes: “Stiamo cercando di portare avanti un dispositivo, proprio un deterrente, che possa essere efficace contro questo fenomeno … Vogliamo dotarci di un dispositivo contro le aggressioni che per ora stiamo valutando”. A busca por soluções que preservem a integridade física e psicológica dos profissionais é parte da mesma paisagem protetora que levou à escolha dos detectores de CO.
Enquanto as ambulâncias recebem esses novos instrumentos, resta a atenção constante à formação, aos protocolos e ao diálogo com os órgãos competentes, como os bombeiros, que serão acionados sempre que um pico de monóxido for detectado. Em tempos em que o ar pode esconder riscos, medidas assim são sementes de tranquilidade para quem se dedica a cuidar do próximo.
SEUS 118, com esta iniciativa, reafirma que segurança é um ciclo — um jardim de pequenas precauções que rende proteção quando se faz a colheita certa, no tempo certo.






















