PALERMO — Em um momento em que a respiração das cidades é mais imprevisível e as estações parecem contar histórias diferentes a cada ano, a resposta aos episódios de emergência precisa ser ágil, precisa e tecnologicamente afinada. O presidente da SEUS 118, Riccardo Castro, traçou esse panorama e anunciou novidades estruturantes durante entrevista à Italpress.
No núcleo dessas atualizações está a chegada dos novos monitor-defibriladores LIFEPAK 35, destinados às ambulâncias medicalizadas. “Adquirimos os LIFEPAK 35“, explicou Castro, destacando que se trata de aparelhos de última geração que oferecem, por meio de uma plataforma intuitiva e moderna, suporte de decisão diagnóstica rápido e confiável — um elemento essencial para a missão de emergência-urgência.
Os LIFEPAK 35 representam um salto tecnológico pensado para o ambiente circulante das estradas e praças: telas touchscreen de alta definição, ferramentas de suporte à decisão clínica, monitorização avançada de ECG e funcionalidades concebidas para reduzir o tempo de intervenção e o esforço cognitivo das equipas. Sua robustez e autonomia prolongada fazem desses aparelhos parceiros naturais dos socorros em movimento, prontos para substituir gradualmente os modelos atuais. “Estamos entre os primeiros em Itália a dispor deste importante instrumento”, acrescentou Castro, visivelmente satisfeito.
Mas a inovação não se limita ao equipamento. A SEUS 118 aposta também no cultivo de uma cultura de emergência entre os mais jovens, com a terceira edição da campanha informativa dedicada ao 118 e ao Número Único de Emergência 112 nas escolas sicilianas. “Foi uma ideia que levei adiante desde o meu primeiro dia como presidente da SEUS: acredito profundamente que a informação e a sensibilização sobre o NUE 112 e o 118 devem ser absorvidas como esponjas pelos jovens, que serão a sociedade de amanhã”, disse Castro.
Milhares de alunos já foram envolvidos nesta colheita de hábitos — um gesto pequeno, mas com raízes que se estendem no tempo, porque a primeira chamada de socorro pode partir de qualquer pessoa. O projeto chamou atenção além das fronteiras regionais: o número único de emergência da Calábria elogiou a iniciativa e manifestou interesse em replicá-la nas escolas calabresas.
Por fim, o presidente dedicou atenção ao teste de resistência imposto pelo ciclone Harry, que atingiu várias áreas da Sicília e exigiu uma resposta coordenada. A SEUS 118 tem vindo a reforçar a estrutura para gerir as maxi emergências, conscientes de que os eventos climáticos estão a tornar-se mais intensos e frequentes. Isso implica não só equipamento moderno, mas também planos operacionais, formação e a capacidade de manter a calma quando a paisagem externa parece um mar revolto.
Como observador atento do cotidiano, vejo essas medidas como sementes plantadas para um futuro onde tecnologia e comunidade se entrelaçam: um LIFEPAK 35 na ambulância, a voz ensinando um jovem a ligar para 112 ou 118, e equipas preparadas para enfrentar o próximo ciclone. É a colheita do cuidado — silenciosa, técnica e profundamente humana.
Por Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia





















