Por Alessandro Vittorio Romano — Em Roma, no Club House de Montecitorio, a seção de Saúde da Unindustria voltou a acender um sinal de alerta com um apelo que soa como a colheita de uma estação: é preciso semear tarifas uniformes e colher regras claras para garantir direitos iguais a todos os cidadãos. O encontro, promovido pela União Nacional de Ambulatórios, Poliambulatórios, Entidades e Hospitalidade Privada (Uap), reuniu representantes do setor privado e acreditado e foi dirigido à imprensa para expor demandas urgentes do setor.
Luca Marino, vice‑presidente da seção Saúde da Unindustria, lembrou que a saúde privada e acreditada é hoje um pilar imprescindível do Servizio sanitario nazionale (Ssn). “Sem o nosso contributo diário seria impossível garantir tempos de resposta adequados e a continuidade assistencial”, disse Marino, sublinhando que os cidadãos reconhecem a competência, a precisão e a rapidez dos serviços privados. Na minha observação sensível do cotidiano italiano, é como se a cidade respirasse melhor quando as sinergias entre público e privado funcionam: mais leve, mais ágil, com menos nós de espera.
A principal reivindicação é clara e prática: elaborar um novo tarifário nacional da especialidade ambulatorial que elimine disparidades regionais. Hoje, segundo a nota da Unindustria, existem diferenças marcantes entre as Regiões que transformam o acesso ao cuidado em uma viagem desigual — dependente do lugar onde se vive. Essa variação territorial, conclui Marino, não é aceitável: a qualidade do atendimento não pode florescer apenas em alguns jardins.
O papel da saúde privada é quantificável no dia a dia: redução das listas de espera, ampliação da oferta de serviços e respostas mais rápidas às necessidades de saúde. São resultados que a população percebe — e valoriza — porque traduzem-se em tempo recuperado, menos ansiedade e uma confiança renovada no sistema de saúde como um todo. Quando o setor privado e acreditado recua, alerta Unindustria, o impacto é severo: filas que voltam a crescer, estruturas públicas sobrecarregadas e uma diminuição da capacidade de resposta do sistema inteiro.
Outro ponto em foco foi a necessidade de regulamentar de forma uniforme o papel das farmácias de serviços. Marino pediu que as prestações realizadas nelas sigam regras iguais, com controles adequados e padrões de segurança estáveis. Em imagens sensoriais, penso nas farmácias como pequenas praças da vizinhança — espaços de cuidado que precisam de caminhos seguros e sinais claros para servir a todos com a mesma dignidade.
O apelo da Unindustria é simultaneamente técnico e profundamente humano: estruturar políticas que assegurem equidade de acesso, tarifas justas e condições de operação homogêneas em todo o território nacional. É um convite a olhar a saúde como um ecossistema, onde cada parte — pública, privada, acreditada, farmácias — deve manter seu ritmo para que a paisagem do cuidado floresça de forma sustentável e justa.
Em resumo, a mensagem que saiu de Montecitorio é sonora e serena: sem tarifário nacional e sem regras claras, a colheita do bem‑estar ficará comprometida. É hora de jardinar políticas públicas que permitam a todos colher os mesmos frutos do cuidado.






















