Com o deputado Loizzo, a Sioh – Sociedade Italiana de Odontostomatologia para a Deficiência – e a FedEmo – Federação das Associações de Hemofílicos, queremos construir um mundo diferente, em que a política assuma a responsabilidade também pelos pacientes frágeis. Queremos, literalmente, colocar em ‘preto no branco’ a obrigação de proteger esses pacientes do ponto de vista sanitário.
Foi com essa voz direta e determinada que Francesco Riva, conselheiro do CNEL e coordenador do grupo de trabalho ‘Promoção dos estilos de vida e educação para a saúde’, participou do congresso ‘Odontoiatria speciale nel soggetto fragile’, promovido e organizado pela SIOH em parceria com a FedEmo e o CNEL. A declaração, feita no evento, sublinha a urgência de transformar atenção e políticas em garantias reais para quem vive com doenças raras e outras condições que tornam o acesso aos cuidados mais complexo.
Como observador das estações da vida e do corpo, percebo que a saúde oral é como o solo que sustenta uma paisagem: silenciosa, muitas vezes ignorada, mas fundamental para o crescimento e bem-estar. Quando se fala em odontoiatria especial, não se trata apenas de técnicas ou equipamentos, mas de redes de cuidado que reconheçam as fragilidades humanas e as ritmos individuais — o tempo interno do corpo que exige sensibilidade e continuidade.
Riva e os parceiros do encontro lembram que a tutela não pode ficar à mercê de boas intenções: precisa de normas claras, responsabilidades definidas e mecanismos que assegurem recursos e formação. Pessoas com condições como as que agrega a FedEmo enfrentam desafios únicos — desde o risco aumentado em procedimentos até barreiras logísticas para atendimento — e merecem uma política que acolha essas necessidades.
A proposta de colocar a obrigação de proteção em documento oficial visa exatamente romper com a sazonalidade do interesse político — transformar atenção em políticas permanentes, como primaveras sucessivas que renovam hábitos e garantem colheitas de saúde mais seguras. O convite é para que a comunidade, os profissionais de saúde e o legislador caminhem juntos, como uma paisagem que respira em uníssono.
Ao final, a mensagem de Riva é um chamado à responsabilidade coletiva: proteger a saúde oral de pessoas frágeis é proteger dignidade, qualidade de vida e prevenção de complicações que afetam o corpo como um todo. É plantar agora sementes de cuidado que florescerão em bem-estar para muitos.
Como Alessandro Vittorio Romano, observo que pequenas mudanças na política e na prática clínica reverberam como uma maré suave na rotina das cidades e na respiração íntima de cada indivíduo. Que esta iniciativa encontre raízes firmes e se transforme em normas que tragam segurança e humanidade a quem mais precisa.






















