Por Alessandro Vittorio Romano, Espresso Italia
Em uma imagem que lembra a respiração lenta de uma cidade ao amanhecer, o debate sobre o RSV — o vírus sincicial respiratório — voltou a evidenciar como cuidar antes de precisar é também uma forma de economizar. Foi essa a ideia central apresentada por Andrea Marcellusi, presidente do capítulo italiano da ISPOR (International Society for Pharmacoeconomics and Outcomes Research), durante o evento ‘Road to immunity’, organizado pela Sanofi.
Segundo Marcellusi, “a hoje l’RSV é seguramente um dos casos paradigmáticos em que se vê como a programação e o interveniente sanitário em prevenção são absolutamente custo-eficaz e, em alguns cenários, até cost saving” — isto é, capazes não só de justificar o investimento, mas de gerar poupanças líquidas ao sistema de saúde. A observação aproxima-se de uma verdade simples e resistente: plantar medidas preventivas é colher menos urgências e internações.
Falando como um observador que sente as estações mudando não só na paisagem, mas no corpo das comunidades, Marcellusi destacou que a programação sanitária — entendida como políticas integradas de imunização, vigilância e informação — funciona como um cultivo planejado. Quando se prepara a terra, evita-se o sufoco do solo exaurido. Da mesma forma, preparar calendários de vacinação e estratégias preventivas reduz demandas hospitalares, interrupções sociais e custos associados a tratamentos emergenciais.
O alerta lançado no encontro ‘Road to immunity’ reforça uma mensagem prática: investir em prevenção é uma escolha que alia saúde coletiva e sustentabilidade financeira. Não foi apresentado aqui um conjunto de números específicos, mas a afirmação de Marcellusi ecoa entre especialistas em farmacoeconomia: intervenções preventivas bem planejadas tendem a ser custo-eficazes — e, quando capturam a redução de eventos graves, podem até ser cost saving.
Como em qualquer história de temporada, a sabedoria está em observar os ciclos e agir antes que a maré vire. Para os profissionais de saúde e gestores, a recomendação de Marcellusi traduz-se em prioridade por políticas que integrem vigilância, acesso a tecnologias preventivas e comunicação clara com a população. Para as famílias, é um chamado suave, quase um convite: cuidar hoje para manter o compasso do corpo e da cidade mais calmo amanhã.
Este foi o tom do encontro promovido pela Sanofi, que reuniu vozes técnicas e institucionais em torno do tema da imunidade e da gestão de doenças respiratórias. As palavras de Marcellusi permanecem como uma folha ao vento: simples, indicativas de direção, e com a promessa de economias substanciais quando a prevenção é posta em prática com planejamento e atenção.
Em suma, a mensagem é clara e sutil, como o despertar de uma paisagem: investir na prevenção contra o RSV não é apenas um ato de cuidado, é uma colheita de bem-estar e de recursos.





















