Em uma noite pensada como um gesto de cuidado para com a memória científica e o futuro da nutrição, a Fondazione Istituto Danone, em colaboração com a SINU (Sociedade Italiana de Nutrição Humana), anunciou a criação do Prêmio Andrea Ghiselli. A iniciativa, apresentada na primeira edição do prêmio denominada “Dialoghi sull’alimentazione“, quer ser mais do que uma homenagem: é um compromisso com a continuidade da pesquisa, especialmente aquela cultivada pelos jovens pesquisadores.
“Esta noite foi fortemente desejada pela Fondazione Istituto Danone, em colaboração com a SINU, para recordar de forma ativa e propositiva uma grande figura: a do nutricionista Andrea Ghiselli”, afirmou Lorenzo Morelli, presidente científico da fundação. Suas palavras ressoaram como a respiração calma de uma cidade ao amanhecer: um lembrete de que memória e futuro podem coexistir numa mesma pausa de inspiração.
O prêmio foi pensado para identificar um doutorando cujo trabalho dê continuidade ao legado do próprio Andrea Ghiselli. Não se trata de um gesto isolado: “Não será uma única ocasião, mas seguirá por anos, porque o contributo à pesquisa deve ser algo continuativo”, disse Morelli. É como plantar uma árvore que, estação após estação, oferece sombra e frutos não apenas para quem a plantou, mas para toda a comunidade.
Para quem acompanha a paisagem da ciência nutricional, esta é uma notícia que soa como o despertar de hábitos que sustentam a saúde pública. O investimento em doutorados é a maneira mais sensível de regar as raízes do conhecimento: jovens investigadores trazem inovação, questionamento e um olhar renovado sobre os ciclos do corpo e da alimentação.
Organizado em Roma, o evento reuniu vozes do setor que reafirmaram a importância de unir instituições e sociedades científicas para transformar homenagem em plataforma de avanço. A parceria entre a Fondazione Istituto Danone e a SINU simboliza essa colheita de hábitos colaborativos — uma colheita que promete traduzir estudo em impacto real para a nutrição da população.
Como observador das nuances que ligam clima, alimentação e bem-estar, vejo neste gesto uma poesia pragmática: honrar Andrea Ghiselli enquanto se semeia o campo para que novos doutorados floresçam. É um convite a acompanhar o tempo interno do corpo, a escutar a respiração da cidade científica e a valorizar a pesquisa como um cultivo contínuo.
O Prêmio Andrea Ghiselli nasce, assim, com um propósito claro e a paciência das estações. A expectativa é que, ano após ano, os trabalhos selecionados ampliem o diálogo sobre alimentação, saúde e qualidade de vida, oferecendo contribuições que cheguem ao prato das pessoas e às políticas públicas. Mais do que um troféu, é um compromisso com o futuro da nutrição.



















