Por Alessandro Vittorio Romano — Em uma sala onde ideias florescem como uma horta bem cuidada, os alunos do Triennio de Cinema e Animação da Naba em Roma tiveram a oportunidade de traduzir sensibilidade e urgência em imagens. Foi assim que nasceu o projeto CAREmotions, uma parceria entre a Fondazione MSD e a academia, apresentada durante o Internet Safer Day.
Segundo Fabio Capalbo, course leader do curso, existe no currículo um espaço dedicado ao mercado real: o curso denominado Advertising. “Dentro do Triennio de Cinema e Animação há um curso chamado Advertising, graças ao qual os estudantes têm a possibilidade de trabalhar pela primeira vez em um projeto real solicitado por um cliente externo, com a supervisão e a proteção dos docentes”, explicou Capalbo. Essa ponte entre o estúdio acadêmico e o mundo exterior funcionou como terreno fértil.
A proposta da Fondazione MSD trouxe um brief sensível: explorar a linguagem visual para falar de saúde mental, um tema com o qual os jovens já convivem — às vezes como um outono tranquilo, outras como uma tempestade repentina. “Os estudantes ficaram, para dizer o mínimo, entusiasmados com a ideia de transformar esse brief em verdadeiros spot audiovisuais“, relembrou Capalbo, com a mesma voz de quem observa uma flor desabrochar ao sol.
O processo foi ágil e colaborativo: guiados por professores, os jovens desenvolveram múltiplas ideias. Do calor criativo surgiram várias propostas e, como apenas três projetos poderiam ser produzidos, coube à Fondazione MSD selecionar as que melhor traduziam a intenção comunicativa. “Foi difícil escolher”, admitiu Capalbo, destacando a qualidade e o nível elevado dos três vídeos finalizados.
Esses três spots não são meros exercícios de estilo; são conversas visuais que procuram tocar o tempo interno do espectador, convidando-o a olhar para a saúde mental com cuidado e empatia. A experiência, para os alunos, representou a possibilidade de realizar aquilo que mais amam: contar histórias com imagem e som, somando técnica e coração.
Do ponto de vista pedagógico, o projeto exemplifica como a academia pode ser campo de experimentação social: oferece segurança docente, permite contato com demandas reais e, sobretudo, confere voz a uma geração que fala de saúde mental em sua própria língua — feita de imagens, gestos e memórias.
Como observador das paisagens do cotidiano, vejo nesses trabalhos a respiração de uma cidade que aprende a cuidar de si mesma. Em tempos em que o diálogo sobre bem-estar muitas vezes perde-se em ruídos, iniciativas como CAREmotions replantam a cultura do cuidado — uma pequena colheita que pode germinar hábitos de maior atenção e afeto nas comunidades.
Os vídeos produzidos pelos estudantes da Naba foram apresentados publicamente no evento dedicado à segurança e à responsabilidade online, reafirmando que a comunicação visual tem poder para educar e acolher. E, assim, a academia se firma como terreno onde a criatividade se converte em serviço: imagens que cuidam.






















