Por Alessandro Vittorio Romano — Em um encontro que pareceu mais uma conversa séria entre jardineiros da saúde, Emanuele Monti traçou hoje, em Milão, os contornos de uma estratégia que precisa florescer em toda a Lombardia. Presidente da IX Comissão Sostenibilità sociale, casa e famiglia de Regione Lombardia e membro do conselho executivo da Aifa, Monti participou da edição 2026 do Hivlab Lombardia, onde reuniu instituições, academia e os principais centros clínicos da região para discutir a evolução dos modelos organizacionais e assistenciais na gestão do HIV.
Monti lembrou que a Regione Lombardia já é uma referência nacional no tema, e por isso pediu uma prevenção integrada que reúna hospitais, centros de referência e a medicina de proximidade. “Precisamos de um modelo que seja prevenção, participação do território e sinergia entre os atores”, disse, sublinhando que o Plano regional de prevenção já foi deliberado, mas carece de um investimento adicional orientado, sobretudo, ao envolvimento dos jovens. Sobre esse ponto, alertou para tendências que não são positivas e sobre as quais é imprescindível intervir.
O encontro, organizado por Regione Lombardia em colaboração com Summet, Crems e Health Strategy e com contributo não condizionante da ViiV Healthcare, foi mais do que um relatório: foi um chamado para trabalhar em rede. Monti enfatizou a necessidade de “voltar a trabalhar muito” no tema, com foco especial nas novas gerações. Em sua fala, propôs a construção de uma teia que inclua escolas, serviços territoriais, unidades hospitalares e centros de referência — uma rede que, como as raízes de uma árvore, sustente a prevenção e o cuidado continuado.
Ao falar de HIV entre os jovens, Monti tocou numa sensibilidade que combina política e afeto social. Para ele, é importante transformar a conversa em práticas: campanhas locais, programas dirigidos aos jovens, testes facilitados e cuidados próximos à vida cotidiana das pessoas. “Em uma matéria como esta é fundamental fazer equipe, criar uma colaboração virtuosa”, observou, propondo dar continuidade ao encontro e um compromisso com as instituições para avançar nas ações discutidas.
Como observador atento do cotidiano, percebo aqui a necessidade de alinhar a respiração da cidade com o tempo interno do corpo: a prevenção é, antes de tudo, cultivar hábitos que perdurem. A prevenção integrada não é um protocolo seco, é uma colheita de hábitos — plantar informações, irrigar com serviços acessíveis e colher comportamentos que protegem. E, sobretudo, é uma promessa às novas gerações de que a saúde pública pode ser próxima, acolhedora e efetiva.
O desafio é grande, mas o terreno já mostra sinais de preparo. Com coordenação, investimento e atenção aos jovens, a Lombardia pode continuar sendo uma referência nacional na luta contra o HIV, transformando encontros como Hivlab em sementes de uma política pública viva e sustentável.






















