Em Roma, durante um encontro dedicado à odontologia especial no sujeito frágil, a deputada Simona Loizzo, líder da XII Comissão de Saúde da Câmara dos Deputados, lançou uma proposta que lembra uma paisagem que precisa ser redesenhada com cuidado: criar, junto ao Ministério da Saúde, um tavolo tecnico nacional para atualizar as diretrizes de tratamento odontológico dos pacientes frágeis.
Loizzo falou com a calma de quem observa as marés do cotidiano: “Queremos lançar no ministério um tavolo tecnico que una em sinergia administrações, pacientes, profissionais e parlamentares institucionalmente envolvidos, para redesenhar as linhas guia do tratamento odontológico em pacientes frágeis.” A fala ecoou entre os participantes do congresso promovido por Sioh (Società italiana di odontostomatologia per l’handicap), FedEmo (Federação das associações de hemofílicos) e Cnel (Conselho Nacional da Economia e do Trabalho).
Ao propor que a odontologia especial entre no Plano Nacional de Prevenção (PNP) e que se institua um tavolo tecnico para prevenção e cuidados, Loizzo recolocou no centro do debate a necessidade de pensar políticas que alcançam os mais vulneráveis como se se tratasse de cultivar um jardim comum: cada planta — ou paciente — pede um solo, uma luz e uma atenção própria.
Ela afirmou também que é vital consolidar a aliança com as associações de pacientes, que funcionam como mensageiras junto a famílias e cuidadores. Essas organizações, segundo Loizzo, têm papel estratégico para veicular corretamente informações sobre a gestão odontológica dos pacientes e garantir que boas práticas cheguem às casas e aos serviços locais.
Na sua fala, Loizzo evocou o serviço hospitalar Dama (Disabled advanced medical assistance), pensado para pessoas com fragilidades também odontológicas, e ressaltou como a recente pandemia mostrou lacunas e novas emergências que exigem respostas integradas. O convite é para transformar conhecimento técnico em práticas políticas e operacionais, com protocolos claros e acessíveis.
Como observador atento das interações entre ambiente e bem-estar, vejo nesta proposta um convite a sincronizar o chamado “tempo interno do corpo” com os ritmos da organização social: um tavolo tecnico funciona como um compasso que coordenará profissionais, autoridades e associações na colheita de hábitos que preservem a saúde oral dos mais frágeis.
A iniciativa, se concretizada, pode desenhar novos caminhos para prevenção e cuidado, desde a escola até o domicílio e o hospital, integrando ciência, sensibilidade e a prática cotidiana de cuidadores. Em suma: transformar diretrizes em gesto — e transformar gesto em dignidade de cuidado.






















