Em um novo capítulo da mobilização trabalhista italiana, as lideranças sindicais anunciaram duas jornadas nacionais de paralisação para exigir a renovação de acordos coletivos e respostas salariais concretas. Apesar da abertura de um tavolo de negociações agendado para 4 de março com a presença do ministro da Saúde, as confederações decidiram acelerar a campanha: a greve da saúde privada e das Rsa foi proclamada para o dia 17 de março, e as farmácias privadas irão cruzar os braços no dia 13 de abril.
As secretarias nacionais da Fp Cgil, Cisl Fp e Uil Fpl convocaram a paralisação de 17 de março em defesa da renovação do contrato coletivo nacional que envolve cerca de 300 mil empregados do setor. Para 13 de abril, Filcams Cgil, Fisascat Cisl e Uiltucs declararam um dia inteiro de abstinência do trabalho, mobilizando mais de 76 mil trabalhadores das farmácias privadas, cujo contrato está vencido desde 31 de agosto de 2024.
Os representantes sindicais justificam as datas como continuidade de um percurso de luta que vem se desenrolando desde o ano passado, incluindo a paralisação nacional de 6 de novembro. Segundo as organizações, a nova proposta econômica apresentada pela Federfarma é insuficiente, e há urgência em garantir aumentos salariais e condições contratuais que protejam a qualidade do serviço e o poder de compra dos trabalhadores.
Do ponto de vista prático, a mobilização reverbera na rotina de quem vive a cidade como uma respiração que ora acelera, ora se aquieta: serviços de assistência residencial, turnos em farmácias e procedimentos eletivos podem ser afetados, dependendo da adesão às paralisações. É uma chamada de atenção para a saúde privada como tecido social — onde cuidados e trabalho se entrelaçam como raízes que sustentam a paisagem do bem-estar coletivo.
O encontro marcado para 4 de março com o ministério da Saúde será um ponto importante para medir a disposição das partes em avançar. Ainda assim, os sindicatos já deixaram claro que mantêm as datas convocadas como instrumento de pressão para acelerar negociações e obter respostas concretas sobre salário e cláusulas contratuais.
Na voz dos trabalhadores e nas bandeiras dos sindicatos, há a busca por reconhecimento e por condições que permitam ao sistema de saúde privado cumprir sua função sem esgotar quem cuida. Como observador atento das estações da vida cotidiana, vejo essa mobilização como um momento em que a cidade respira fundo: é tempo de ajustar acordos, renovar compromissos e garantir que a colheita dos hábitos laborais resulte em segurança para profissionais e pacientes.
Seguiremos acompanhando as negociações e as eventuais repercussões nas agendas de serviços e atendimentos, lembrando que, em cenários de mobilização, informação precisa e antecipação são os melhores aliados para quem depende do sistema de saúde e de farmácias no dia a dia.






















