Gemelli inaugura novo laboratório de anatomia patológica com salto para a patologia digital
Roma, 30 de janeiro de 2026 — Em um gesto que combina precisão técnica e cuidado humano, foi inaugurado na quarta-feira, 28 de janeiro, o novo laboratório de anatomia patológica do Policlinico Universitario Gemelli IRCCS, um dos maiores centros diagnósticos da Itália. O espaço se firma como referência nacional tanto pelo volume quanto pela complexidade e inovação dos serviços: são aproximadamente 290.000 exames anuais.
O renovado laboratório nasceu de uma intervenção ampla, que tocou a tecnologia, a estrutura física e a organização do trabalho. “Foi realizada uma nova área dedicada ao amostragem macroscópica de peças cirúrgicas e biópsias”, explicou Gian Franco Zannoni, diretor da UOC de anatomia patológica geral. As estações de trabalho foram integradas a ferramentas informatizadas, sistemas de ditado por voz e equipamentos de captura foto-vídeo, todos conectados ao sistema informativo do laboratório. Essa integração transforma o fluxo operacional, reduz perdas de informação e acelera a comunicação entre equipes.
Além disso, o Gemelli equipou-se com processadores automáticos de última geração e ambientes específicos para a preparação automatizada de lâminas histológicas e citológicas. Espaços amplos e bem iluminados foram desenhados para as etapas de corte e inclusão, favorecendo não só a eficiência, mas também a qualidade ergonômica da rotina laboratorial.
Um dos passos centrais desta renovação é a instalação de um scanner de lâminas digital, peça-chave no caminho rumo à patologia digital. A digitalização de lâminas permite consultas remotas, arquivamento seguro, uso de ferramentas de apoio por inteligência artificial e maior agilidade nos laudos. Em termos práticos, trata-se de converter a textura microscópica da amostra em imagens que podem ser compartilhadas instantaneamente, como se a cidade respirasse coletivamente através de uma nova lente.
Para o corpo clínico e para os pacientes, as transformações prometem impactos concretos: diagnósticos potencialmente mais rápidos, integração mais fluida entre departamentos e maior capacidade de apoiar pesquisas e programas de formação. O laboratório se posiciona assim como uma espécie de colheita de hábitos renovados, em que tecnologias e rotinas se alinham para nutrir a qualidade do cuidado.
Do ponto de vista organizacional, a modernização também tem efeito sobre a sustentabilidade do trabalho: processos automatizados reduzem retrabalhos e permitem que especialistas concentrem-se em avaliações de maior valor clínico. Na prática, isso significa transformar o tempo interno do corpo institucional — os ritmos do diagnóstico — para que sejam mais eficientes e humanos.
O novo laboratório do Gemelli é, portanto, mais do que um conjunto de equipamentos: é um espaço onde a técnica encontra a atenção ao paciente, onde a luz ampla das salas de inclusão contrasta com a delicadeza do gesto clínico. Como observador das pulsações do cotidiano, percebo aqui uma pequena revolução silenciosa, uma nova respiração da cidade científica que avança com cuidado e elegância.
Informações adicionais e acompanhamento das próximas etapas de implementação e uso da tecnologia digital serão divulgadas pelo próprio Policlinico, enquanto o setor se prepara para colher os frutos desta renovação em benefício da comunidade clínica e dos cidadãos.





















