ROMA, 29 de janeiro de 2026 — Em uma conferência de imprensa após a reunião do Cipess em Palazzo Chigi, o subsecretário da Saúde, Marcello Gemmato, anunciou que uma parte relevante das verbas do Fundo Sanitário Nacional 2025 será dedicada à valorização do pessoal sanitário, em continuidade com as medidas já adotadas pelo atual governo.
Gemmato detalhou o repasse entre Regiões e Províncias autónomas de recursos destinados ao Serviço Nacional de Saúde para o ano de 2025. Na prática, trata-se de um esforço financeiro direcionado a reconhecer e melhorar as condições de trabalho de quem sustenta o cuidado cotidiano: médicos, enfermeiros, veterinários e demais profissionais da saúde.
Os montantes anunciados foram claros e segmentados — como enxertos bem cuidados numa árvore que precisa tanto de raízes firmes quanto de luz para crescer. São eles:
- 500 milhões de euros para o aumento da indeminização de exclusividade da direção médica, veterinária e sanitária;
- 370 milhões de euros para o incremento da indeminização de especificidade da enfermagem;
- 340 milhões de euros destinados à indeminização de pronto-socorro para a direção médica e para o pessoal do compartimento saúde;
- 50 milhões de euros para financiar a indeminização de especificidade médico-veterinária;
- Além disso, mais de 423 milhões de euros serão alocados para o aumento das tarifas horárias das prestações adicionais visando o recupero das listas d’attesa — ou seja, acelerar o atendimento e reduzir filas.
Esses números representam um sopro financeiro que tenta harmonizar a respiração da máquina sanitária com as necessidades de quem está na linha de frente. Não é apenas uma conta; é o reconhecimento de uma colher de trabalho diária, do turno noturno que interrompe o ritmo natural do corpo, da paciência que mantém uma emergência funcionando como uma estação vital da cidade.
Do ponto de vista prático, os recursos devem influenciar salários e incentivos, estimulando retenção profissional e oferecendo melhores condições para enfrentar o desafio persistente das listas de espera. A medida conecta-se também à lógica de saúde pública — acelerar a prestação de serviços equivale a uma colheita de bem-estar para a comunidade, diminuindo o custo humano e social das demoras.
Como observador atento do cotidiano italiano, percebo nesta decisão uma tentativa de cultivar estabilidade no jardim complexo do Sistema de Saúde: os investimentos são como água no solo — necessários para que floresça a confiança entre instituições e profissionais. Resta agora acompanhar a implementação regional dos fundos, para que a promessa se converta em mudanças tangíveis nos hospitais, nas guardas e nas salas de consulta.
Gemmato sublinhou a continuidade da ação do governo e a centralidade do capital humano na política sanitária — uma escolha que, bem executada, pode suavizar o inverno das filas e semear condições melhores para o bem-estar coletivo.




















