ROMA, 29 de janeiro de 2026 — Em um discurso marcado pelo tom sereno de quem observa a cidade e seus ritmos, o subsecretário de Estado da Saúde, Marcello Gemmato, destacou hoje a relevância da expansão das farmácias dos serviços como ponte para cuidados de proximidade e como elo com a telemedicina. A declaração foi feita na cerimônia de inauguração do Dia das doenças raras, organizada pela Uniamo no Ministério da Saúde.
Gemmato lembrou que o refinanciamento da experimentação da farmácia dos serviços, incluído na mais recente Lei de Orçamento, foi um dos poucos dispositivos legislativos que obteve consenso quase total entre os grupos parlamentares. “Devo registrar que o refinanciamento da experimentação da farmácia dos serviços, na última Lei de Orçamento, foi um dos poucos provvedimentos que viu e acolheu a quase totalidade dos grupos parlamentares”, afirmou.
Segundo o subsecretário, houve emendas de vários partidos — PD (Partito Democratico), Italia Viva, apoiadores de Calenda e também de Forza Italia — um mosaico político que revela a força prática da proposta: usar a rede de farmácias para levar serviços mais próximos do cidadão, com a oportunidade extraordinária oferecida pela telemedicina.
“Estes presídios podem ser usados para a entrega de dispositivos ou medicamentos também a pacientes com doenças raras. Muitas vezes estes são distribuídos exclusivamente pelas farmácias hospitalares, que estão fechadas aos sábados, domingos e feriados. Aproveitar esta rede poderia servir para oferecer um serviço melhor ao cidadão, com particular atenção às doenças raras.”
Ao falar assim, Gemmato desenhou uma imagem quase pastoral da saúde pública: a rede de farmácias como árvores frutíferas espalhadas pela paisagem urbana, prontas a oferecer as colheitas certas nos momentos em que o paciente mais precisa. A sugestão é simples e sensível — reduzir rupturas no acesso a medicamentos e dispositivos para quem convive com condições raras, diminuindo a dependência exclusiva de farmácias hospitalares com horários limitados.
Na prática, a proposta abre caminho para que a telemedicina encontre na farmácia comunitária um ponto de contato humano, onde a tecnologia encontra a voz e o olhar do farmacêutico. Essa combinação pode transformar a logística e a experiência do cuidado, especialmente nos finais de semana e feriados, quando a cidade altera sua respiração e o cidadão sente mais a distância dos serviços.
O reconhecimento quase unânime no Parlamento revela também um entendimento compartilhado: a saúde de proximidade não é um luxo, é uma colheita contínua de pequenas atenções que sustentam a vida cotidiana. A proposta agora segue como teste experimental e, se confirmada, poderá se tornar um modelo de integração entre serviços territoriais e atenção especializada.






















