Por Alessandro Vittorio Romano — Em 2025 a paisagem das compras de saúde manteve a sua respiração entre tradição e novidade: as farmácias físicas continuam a ser o solo fértil onde florescem a maioria das aquisições, enquanto o online ganha terreno, como um broto tímido que anuncia mudanças no horizonte.
Segundo as análises da Assosalute com dados da New Line – Ricerche di mercato, foram dispensadas quase 292 milhões de embalagens de medicamentos sem receita ao longo de 2025, uma leve retração de -1,5% em relação a 2024. Apesar da queda em volume, a despesa total subiu para €3,2 bilhões, um aumento de +2,8%, sinal de que, mesmo com menos unidades vendidas, o valor por embalagem ou a gama de produtos adquiriu maior relevância.
É um quadro onde a presença física respira mais forte: as farmácias detêm 90,7% do mercado em volume e 92,0% em valor. No total, a rede de farmácias fechou 2025 com cerca de 254 milhões de embalagens dispensadas (-1,6%) e um faturamento superior a €2,8 bilhões (+2,8%).
O online, embora ainda residual, mostra crescimento consistente: +7,7% em volumes e +13,4% em faturamento, ocupando agora 4,0% das embalagens dispensadas e 3,2% do faturamento do setor. É como ver a respiração de uma cidade mudar quando o vento traz novos cheiros — discreto, mas perceptível.
Outros canais registraram encolhimento. As parafarmácias e os corners de GDO (grande distribuição organizada) reduziram volumes em -3,1% e -7,7%, respectivamente. Em faturamento, as parafarmácias mantiveram-se praticamente estáveis (-0,1%), enquanto a GDO apresentou queda de -3,5%.
Os especialistas observam que as vendas se estabilizaram em níveis superiores ao período pré-pandemia e que a sazonalidade — especialmente a influência das síndromes respiratórias — continua a modular os picos de demanda. Em outras palavras, o ciclo natural das doenças respiratórias atua como as estações sobre uma paisagem: define quando certas necessidades brotam com mais força.
Para quem vive e cuida, entender esse mapa de consumo é também compreender onde estão as raízes do bem-estar coletivo. A prevalência das farmácias físicas revela confiança, familiaridade e o valor do contato humano; o crescimento do online aponta para uma colheita futura de conveniência e acesso ampliado — dois ritmos que, se harmonizados, podem fortalecer a saúde cotidiana.
Ao leitor que caminha pelas ruas ou navega pelas páginas: a escolha de onde comprar medicamentos continua sendo, além de prática, uma questão de ritmo pessoal — o pulso entre o conforto do balcão e a leveza do clique.




















