Em um momento que lembra a colheita madura após uma longa estação de trabalho, Marcello Cattani, presidente e CEO da Sanofi na Itália e Malta, anunciou em Milão que a terapia biológica dupilumab terá em breve uma nova indicação para a BPCO (Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica – DPOC), a qual passará a ser a 11ª indicação do medicamento. “É como ter uma pipeline dentro de um único fármaco”, disse Cattani, celebrando um resultado raro na história das empresas farmacêuticas.
O anúncio ocorreu durante um encontro dedicado à BPCO e à primeira terapia biológica direcionada à doença, organizado pela farmacêutica na cidade que respira inovação. Para Cattani, a notícia não é apenas um triunfo científico: é a materialização de anos de investimento e direção estratégica. “A imunologia é a nossa estrela polar”, afirmou, com a voz firme de quem observa a trajetória de perto.
Os números reforçam a imagem desta jornada: Sanofi e Regeneron destinam mais de 8 bilhões de dólares por ano a Pesquisa e Desenvolvimento. É desse solo fértil que brotam opções terapêuticas capazes de transformar a vida de pacientes e famílias que convivem com doenças de grande impacto clínico e social. Segundo Cattani, o novo uso para dupilumab estará disponível em breve, elevando ainda mais o nível da pesquisa científica acessível aos pacientes.
Como observador do cotidiano e das estações da saúde pública, vejo essa evolução como um ajuste do relógio biológico coletivo: pequenas mudanças na paisagem terapêutica repercutem na qualidade de vida, na expectativa de cuidados e na respiração das comunidades. A chegada de uma indicação biológica dirigida à BPCO representa uma promessa de dias com menos limitação e mais presença no cotidiano — um verdadeiro despertar da paisagem respiratória para muitos.
Cattani lembrou também a ambição da empresa: tornar-se a primeira biofarmacêutica focada em imunologia e imunociências até 2030. Essa meta orienta investimentos, parcerias e uma visão de longo prazo que alia técnica e empatia. “Estamos sempre empenhados em desenvolver novos fármacos e vacinas em diversas áreas terapêuticas”, afirmou, realçando o compromisso com inovações que tenham impacto real sobre a vida das pessoas.
Ao olhar para esta notícia, vale perceber como a ciência pode ser simultaneamente rigorosa e generosa — rigorosa nas provas, generosa nos resultados. O anúncio de Cattani é, portanto, uma nota de esperança que ecoa do laboratório às ruas, um convite para acompanhar como essa nova indicação de dupilumab poderá florescer na rotina de quem convive com a BPCO e nas paisagens respiratórias das nossas cidades.






















