Apresento, com olhar atento às condições que moldam o bem-estar cotidiano, a nova pesquisa conduzida pelos gastroenterologistas Silvio Danese e Ferdinando D’Amico, do IRCCS Ospedale San Raffaele de Milão. O estudo, desenvolvido com o apoio da Nestlé Health Science no âmbito da campanha “Più Crohnsapevoli – Per una nutrizione consapevole“, revela uma dissonância clara entre percepção e prática: embora 73% dos pacientes reconheçam a importância da alimentação no manejo da doença de Crohn, apenas 32% recebem efetivamente suporte nutricional de um profissional.
Na paisagem humana dessa descoberta, penso na nutrição como a colheita de hábitos que nutre o corpo e acalma o ritmo interno. A pesquisa evidencia que muitos caminham pela trilha do dia a dia conscientes de que o que comem influencia os sintomas e a qualidade de vida, mas sem um mapa profissional que os guie — um mapa que poderia indicar quais alimentos cultivar na rotina e quais evitar nas estações de crise.
Os dados, trazidos pela investigação do San Raffaele, apontam para lacunas organizacionais e educacionais. Ter 73% dos pacientes informados sobre a relação entre dieta e doença é um sinal de que a mensagem chegou — talvez como uma brisa que desperta a paisagem. Porém, o fato de apenas 32% terem acesso a aconselhamento nutricional profissional revela que essa brisa ainda não se transformou em vento forte que mova políticas, rotinas clínicas e caminhos práticos na vida dos pacientes.
Do ponto de vista da assistência, o suporte nutricional torna-se uma ferramenta de manejo clínico e um gesto de cuidado que ressoa no corpo como um abraço cálido. Profissionais de saúde capacitados podem traduzir as variações da alimentação em rotações do plano terapêutico, ajudando a reduzir sintomas, prevenir desnutrição e melhorar a qualidade de vida. Ainda assim, segundo o estudo, esse elo entre conhecimento e cuidado permanece frágil.
Como observador comprometido com a experiência diária, vejo nessa constatação uma chamada para integrar melhor a nutrição ao tratamento multidisciplinar da doença de Crohn. São necessárias estratégias que ampliem o acesso a nutricionistas e dietistas especializados, materiais educativos acessíveis e uma coordenação clínica que torne o aconselhamento nutricional parte rotineira do trajeto terapêutico.
Em resumo: a pesquisa liderada por Danese e D’Amico, com o apoio da Nestlé Health Science e inserida na campanha “Più Crohnsapevoli – Per una nutrizione consapevole“, ilumina um contraste entre consciência e prática. Enquanto a maioria dos pacientes reconhece o papel da alimentação, apenas um terço recebe orientação profissional. É hora de semear políticas e programas que transformem esse reconhecimento em cuidados palpáveis — para que a respiração da cidade e o tempo interno do corpo possam encontrar harmonia.
Alessandro Vittorio Romano — Espresso Italia






















