Por Alessandro Vittorio Romano — Em declarações no congresso Il tango dell’adolescenza – Corso di alta formazione, realizado hoje em Roma, o professor Simone Garzon, chefe da disciplina de Ginecologia e Obstetrícia da Universidade de Verona, chamou a atenção para um tema que muitas vezes é sussurrado nos corredores das escolas e minimizado no consultório: os distúrbios do ciclo na adolescência.
Garzon enfatizou que os sintomas não são um evento isolado e que seu efeito se espalha como a maré sobre a areia — silencioso, mas capaz de redesenhar a rotina. “Os distúrbios do ciclo em adolescência impactam a qualidade de vida e a rotina diária. Muitas jovens não conseguem ir à escola ou realizar suas atividades normais, especialmente quando o fluxo menstrual é abundante. Esse impacto não deve ser subestimado”, declarou o especialista.
No encontro, destinado a profissionais que dão os primeiros passos na saúde ginecológica e endocrinológica do jovem, Garzon lembrou do papel decisivo do médico generalista e do especialista: cuidar ativamente e comunicar que o problema não pode ser negligenciado, pois pode ter consequências a longo prazo para a saúde.
Quanto às abordagens terapêuticas, o professor abriu um leque que vai além da prescrição padronizada. Segundo ele, a terapia estroprogestínica — embora eficaz para muitas — nem sempre é viável a longo prazo. Por isso, é necessário abrir espaço para estratégias personalizadas. Entre as opções mencionadas, Garzon citou o myo-inositol, a diosgenina e a vitamina D, ressaltando a importância desta última na fase adolescente.
Essas estratégias podem ser utilizadas isoladamente ou em combinação, sempre partindo do princípio de que o primeiro e mais sustentável passo é a mudança de estilo de vida. Alimentação equilibrada, sono regular, atividade física e apoio emocional são a base — a “colheita de hábitos” que nutre o corpo e atenua sintomas.
Como um observador que acompanha os ritmos das estações e os tempos internos do corpo, eu vejo nessa recomendação um convite simples e vital: cuidar da jovem é cuidar da comunidade. Quando a menstruação torna-se um obstáculo à escola ou ao convívio, trata-se de algo que ultrapassa o biológico e entra na esfera do bem-estar social.
Em suma, a mensagem é dupla e clara: profissionais de saúde devem abordar os distúrbios do ciclo com atenção e empatia, e as intervenções precisam ser individualizadas — combinando medicamentos, suplementos como o myo-inositol e a vitamina D, e, acima de tudo, mudanças no estilo de vida. Esse é o caminho para restaurar não só os ciclos do corpo, mas também o ritmo da vida cotidiana das adolescentes.
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