Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo com a atenção de quem sente a respiração da cidade e as pequenas rotinas que moldam nosso bem-estar. Amanhã, na Comissão X de Assuntos Sociais e Saúde do Senado, será debatido um projeto de lei que pretende ensinar nas escolas a arte prática de cuidar da saúde e cultivar estilos de vida saudáveis.
O artigo 1º do texto deixa claro o propósito: difundir entre as alunas e os alunos a consciência sobre a importância da prevenção, da promoção da saúde e de um estilo de vida saudável, mantendo o bem-estar geral e prevenindo o surgimento de doenças. Em termos concretos, a lei introduz, no sistema nacional de educação e formação, medidas destinadas ao ensino e à aprendizagem de conhecimentos, comportamentos e competências voltadas à prevenção e à promoção da saúde.
O projeto não se limita à teoria. No artigo 2º, as instituições escolares, no âmbito de sua autonomia, poderão prever atividades teóricas e práticas, inclusive através de atividades laboratoriais e de aprofundamento, dedicadas à prevenção e à promoção da saúde. Penso nessas iniciativas como jardins que se plantam: pequenas práticas diárias que, com tempo e cuidado, florescem em hábitos de vida.
O Ddl está ancorado em um Plano trienal de prevenção e promoção da saúde nas escolas, que deverá ser apresentado dentro de 180 dias a partir da entrada em vigor da lei. Esse plano abrange todas as instituições do sistema educativo e será realizado em colaboração com as famílias, com especialistas em saúde e prevenção e com entidades do Terceiro Setor — uma rede que, como raízes subterrâneas, sustenta e nutre o projeto.
O artigo 4º explica como se dará a coordenação: o Ministério da Educação e do Mérito, o Ministério da Saúde, as instituições escolares de todos os níveis, sujeitos públicos e privados — com destaque para entidades do Terceiro Setor atuantes em saúde, pesquisa e educação para a saúde —, além de médicos e psicólogos especificamente acreditados pelos ministérios, deverão concorrer para criar um Sistema de coordenação para a prevenção e promoção da saúde nas escolas, dentro dos limites de recursos humanos, financeiros e instrumentais disponíveis.
Nas etapas iniciais do percurso escolar, a proposta privilegia práticas essenciais: no ensino infantil e nas escolas primárias serão promovidas atividades sobre saúde alimentar, com atenção ao alimento, à água, às matérias-primas e aos valores nutricionais necessários ao dia a dia, bem como à redução do desperdício alimentar. Também serão incentivadas práticas relativas à higiene do sono e à importância de uma atividade física diária para o bem-estar psicofísico — hábitos que são como a luz e a água para o desenvolvimento infantil.
Para as escolas secundárias, o artigo 7º amplia o leque: atividades sobre saúde alimentar, a importância das vacinas, os danos do tabaco tradicional, dos novos dispositivos para fumar e dos produtos à base de nicotina, além dos riscos ligados ao álcool, às drogas e às dependências correlatas. Trata-se de preparar jovens para escolhas conscientes, cultivando a capacidade crítica e os saberes práticos.
Ao acompanhar essa notícia, sinto a delicada colheita que uma geração pode fazer: quando a escola ensina a cuidar do corpo e da mente, ela semeia futuros cidadãos mais atentos ao próprio tempo interno, mais conectados ao ritmo das estações e às necessidades do corpo e da cidade. A discussão na Comissão será um momento-chave — e, como sempre, o sucesso dependerá de como essa proposta será traduzida em práticas cotidianas, acessíveis e sensíveis ao contexto de cada comunidade escolar.
Assinado, Alessandro Vittorio Romano — por uma Itália que aprende a cuidar de si desde cedo.






















