Assinado de forma definitiva no ARAN o Contrato Coletivo Nacional da Área da Dirigenza Medica e Sanitaria 2022-2024. Após a certificação da Corte dei conti, o acordo garante aos profissionais da saúde um acréscimo médio que começará a aparecer nos contracheques já em março: cerca de 491 euros brutos por mês, pagos em 13 mensilidades, parte deles direcionados ao aumento da remuneração tabular.
O novo contrato, fruto de um esforço que agora se fecha oficialmente, mobiliza recursos por um total de 1,2 bilhões de euros e assegura um acréscimo médio salarial de 7,27%. Em números humanos, trata-se de um impacto direto sobre cerca de 137 mil dirigentes do Serviço Nacional de Saúde: aproximadamente 120 mil médicos e 17 mil dirigentes sanitários não médicos.
O caminho até a assinatura definitiva foi como a travessia de uma paisagem que muda de estação: a proposta havia sido assinada em 18 de novembro, mas sem a adesão de algumas siglas sindicais, entre elas a FP CGIL Medici e a Fassid. Na conclusão desta etapa, a Fassid acabou por rubricar o texto definitivo enquanto permanece o voto contrário da CGIL. As organizações ANAAO-ASSOMED e a Federazione CIMO-FESMED selaram hoje o acordo no ARAN.
Para quem vive a rotina hospitalar, esta atualização salarial é como uma chuva esperada após um verão longo: traz alívio, mas não elimina todas as secas do sistema. O incremento no vencimento tabular e o impacto nas 13 mensilidades significam maior previsibilidade para famílias de profissionais que convivem com os ritmos intensos do cuidado à saúde.
Do ponto de vista institucional, a validação pela Corte dei conti foi o carimbo que permitiu ao ARAN formalizar o contrato. A governança do processo e a repartição das verbas são itens que seguem sob observação das categorias e da opinião pública: afinal, a renovação atinge tanto os médicos quanto os quadros dirigentes não médicos, ampliando o alcance das mudanças.
Em termos práticos, médicos e demais dirigentes começarão a ver o aumento já no contracheque de março — uma pequena colheita de reconhecimento pelo trabalho contínuo dentro de hospitais, ambulatórios e serviços emergenciais. Mas a assinatura definitiva não apaga as reservas críticas manifestadas por parte da CGIL, que mantém um não que ecoa como uma folha que ainda não caiu do galho.
Como observador que gosta de traduzir clima e bem-estar para o cotidiano, lembro que salário e reconhecimento caminham lado a lado com condições de trabalho e investimento em serviços: a verdadeira colheita só vem quando solo e clima se ajustam. Este contrato é um passo significativo nessa direção — ainda que longe de ser a última palavra.






















