Por Alessandro Vittorio Romano — Quando o Carnaval aproxima-se como uma brisa colorida, pais e cuidadores desejam ver os pequenos transformados em personagens vivos. Mas, antes de abrir a caixa de cores, é preciso lembrar que a pele das crianças respira e sente de maneira diferente da dos adultos: é mais fina, mais permeável, mais vulnerável. A dermatologista Lia Pirrotta, do IDI – Istituto Dermopatico dell’Immacolata Irccs de Roma, lembra que a maquiagem infantil deve ser escolhida com segurança como prioridade.
“A pele dos mais pequenos absorve mais e irrita-se com maior facilidade. Mesmo para um make-up de um ou dois dias, opte sempre por produtos dermatologicamente testados, com marca CE e hipoalergênicos”, aconselha Pirrotta. É um cuidado que protege hoje e preserva as raízes do bem‑estar cutâneo amanhã.
Nem todas as cores são iguais: o azul aparece entre as mais alergizantes porque pode conter níquel. Também convém evitar o vermelho e, de modo geral, cosméticos perfumados. Para a especialista, um produto seguro para criança deve ser à base aquosa, não de longa duração e fácil de remover — como a chuva suave que não fixa na folha.
As regiões mais delicadas são claras como uma folha fina ao vento: as pálpebras têm apenas 4–5 milímetros de espessura, tornando‑as o ponto mais sensível do corpo. Também a área das narinas e da boca exige cuidado redobrado, para evitar ingestão de substâncias ou contato com mucosas.
Se os cuidados forem negligenciados, os riscos incluem reações cutâneas de natureza irritativa — dermatites, vermelhidão, comichão e inchaço das pálpebras. E, em crianças já predispostas a alergias, a pele pode ficar marcada por uma maior sensibilidade no futuro. A consequência é como um inverno precoce para a pele: menos resistência, mais cuidado necessário.
O ato de maquiar juntos é um ritual compartilhado e afetivo, mas merece regras: não se deve compartilhar produtos, pincéis ou esponjas, pois são potenciais veículos de bactérias e podem provocar dermatites ou conjuntivites virais. Evite cobrir totalmente as pálpebras, mantenha distância das narinas e da boca e nunca maquie se houver irritações prévias — por exemplo, a secura ao redor do nariz por um resfriado.
Existem no mercado produtos específicos para crianças; a recomendação é abandonar os itens destinados a adultos. Após a folia, cuide da pele como se fosse um solo que recebeu uma leve chuva: limpe com detergentes suaves e, em seguida, hidrate adequadamente para restaurar o equilíbrio e fechar o ciclo de cuidados.
Em suma, transformar‑se no Carnaval pode ser um prazer compartilhado que nutre memórias e alegria — desde que a paleta de cores seja escolhida com consciência. A segurança deve sempre ser a tinta principal na paleta dos responsáveis: maquiagem infantil segura é a que respeita a sensibilidade, evita componentes agressivos e protege os pequenos durante e após a festa.

















