Apresentado em Roma por ocasião do Internet Safer Day, o projeto CAREmotions nasce como uma ponte sensível entre o universo dos jovens e o tema da saúde. Fruto da colaboração entre a Fondazione MSD e a NABA – Nuova Accademia di Belle Arti, o trabalho explora o poder comunicativo das imagens e dos linguagens visuais para falar de bem-estar com quem vive o presente digital.
Na prática, CAREmotions se desdobra em três vídeos inéditos criados pelos estudantes do Triennio em Cinema e Animazione da NABA. Cada peça é concebida para dialogar diretamente com os pares: narrativas que não se contentam em informar, mas que convidam à experiência, como quem planta uma semente na terra fértil da curiosidade. As imagens funcionam aqui como mapas sensoriais — atalhos para tocar hábitos, emoções e escolhas de saúde de forma mais próxima e honesta.
Paralelamente, a Fondazione MSD realizou uma pesquisa com mais de 2.000 jovens, com idades entre 19 e 25 anos, todos vinculados à academia. Os resultados reforçam uma intuição contemporânea: falar de saúde exige novos códigos. Os entrevistados pedem linguagens que os reconheçam, que conversem no mesmo ritmo do seu dia a dia digital e que transformem mensagens técnicas em experiências visuais e emocionais.
Enquanto observador do cotidiano italiano, lembro que a comunicação é como uma paisagem que muda com as estações: no outono das informações excessivas, florescem formatos visuais capazes de filtrar o essencial. CAREmotions aposta nesta colheita — transformar dados e orientações em pequenas paisagens que o jovem possa visitar, sentir e traduzir em prática.
Os vídeos dos alunos são, portanto, mais que projetos acadêmicos; são ensaios de linguagem que resgatam a dimensão humana da saúde. Ao usar imagens, cores, ritmos e metáforas, esses trabalhos propõem que o cuidado não seja apenas um conselho técnico, mas uma experiência compartilhada — uma respiração coletiva entre quem informa e quem precisa escutar.
Em tempos em que a atenção corre como vento entre telas, iniciativas como CAREmotions lembram que é possível reconectar conteúdo e sensibilidade. A parceria entre uma fundação ligada à saúde e uma academia de artes cria terreno fértil para experimentar: semear narrativas visuais que, ao florescer, convidem os jovens a cuidar de si com olhos atentos e coração presente.
Sou Alessandro Vittorio Romano, e enquanto observo essa paisagem comunicativa, vejo em CAREmotions um exemplo de como podemos, com delicadeza e imaginação, traduzir ciência em cuidado. Porque comunicar saúde também é oferecer um caminho — e quem planta linguagem amiga, colhe hábitos mais saudáveis.






















