Sou Alessandro Vittorio Romano, e observo como a respiração das cidades e as estações da vida moldam nosso bem-estar. Em Roma, durante o Internet Safer Day, foi apresentado o projeto CAREmotions, uma iniciativa que nasce da colaboração entre a Fondazione MSD e a NABA (Nuova Accademia di Belle Arti) e que conta com o engajamento da Asl Roma 1. A chefe de imprensa da Asl Roma 1, Roberta Mochi, destacou a importância dessa ponte sensível entre instituições e juventude.
Na minha leitura, os autores do projeto entenderam algo que a vida cotidiana já me mostrou: para alcançar os jovens é preciso falar a língua que eles respiram todos os dias — um idioma feito de imagens, narrativas visuais e ritmos compartilhados. CAREmotions explora precisamente esse poder comunicativo das imagens e da linguagem visual quando o tema é saúde, em especial a saúde mental dos mais jovens.
Mochi explicou que muitos adolescentes e jovens adultos não estão acostumados a se relacionar com a saúde pública, apesar dos serviços oferecidos. Existe, segundo ela, um distanciamento cultivado pela sociedade que fragiliza o vínculo de confiança entre instituições e juventude. E é por isso que iniciativas como CAREmotions são tão essenciais: elas criam uma ponte nova, feita de imagens que falam com a sensibilidade de quem cresce no ambiente digital.
Como em um jardim onde se escolhem as sementes mais adequadas para cada solo, os vídeos e trabalhos produzidos por estudantes no âmbito do projeto, apoiado pela Fondazione MSD e pela NABA, são ferramentas para semear escolhas de vida mais saudáveis. Mochi sublinhou que, ao conversar com os jovens em seu próprio código comunicativo, é possível oferecer serviços com maior adequação e eficácia.
Uma escolha de vida equivocada, lembrou Mochi, pode condicionar toda a existência de um jovem, sobretudo em fases nas quais a fragilidade é maior. As instituições públicas, e entre elas a Asl Roma 1, têm o dever de reconduzir esses trajetos para caminhos que favoreçam um futuro mais saudável. É um trabalho que exige paciência, escuta e uma estética da proximidade: entender o pulso dos jovens como se ouvisse o vento entre as árvores no início da primavera.
Do meu ponto de vista, o projeto é um exemplo de como a comunicação em saúde pode se reinventar sem perder a substância — traduzindo informações sérias em imagens que toquem o corpo e a mente. Ao olhar para iniciativas como CAREmotions, vejo uma colheita de possibilidades para que jovens encontrem, através da arte e do audiovisual, caminhos para escolhas mais conscientes e reconectadas com o bem-estar.
Em síntese, CAREmotions não é apenas um exercício estético: é um gesto institucional que reconhece o tempo interno do corpo juvenil e o respeita, buscando restabelecer confiança e abrir portas para serviços de saúde pública mais próximos e eficazes.






















