Roma — A direção regional do sindicato Anaao Assomed Lazio expressou repúdio e exigiu medidas urgentes depois da agressão sofrida por um médico do pronto‑socorro do Hospital Vannini na tarde de 21 de janeiro. O episódio, segundo as declarações do secretário regional Aldo Di Blasi, não é um caso isolado, mas parte de uma série de episódios de violência que tornaram o ambiente da emergência-urgência cada vez mais inseguro para quem presta cuidados diariamente.
Em tom firme, Anaao classificou o ataque como inexcusável e pediu uma reação coordenada das instituições. “Condanniamo con la massima fermezza l’aggressione”, afirmou Di Blasi, lembrando que o colega atacado estava de serviço quando recebeu agressões de um paciente em claro estado de confusione. A entidade sindical ressaltou que a exposição constante a riscos físicos e verbais tornou-se parte da rotina dos profissionais que garantem assistência e cuidado à população.
Ao observar o que chama de “confusione gestionale” no Vannini, o secretário regional argumentou que a precariedade organizativa funciona como terreno fértil para que cresçam situações de baixa tutela do trabalho dos operadores sanitários. Em palavras que ecoam a franqueza de quem percorre corredores de hospital como quem percorre uma cidade em mudança de estação, Di Blasi sublinha que a insatisfação de usuários, somada a serviços em sofrimento, muitas vezes é descarregada sobre os que estão na linha de frente.
Como observador atento aos ritmos que regulam a vida urbana e hospitalar, eu vejo neste caso a sobreposição de elementos: o cansaço estrutural, a falta de proteção, e um clima social que, por vezes, perde a paciência. Não se trata apenas de um episódio isolado, mas de sintomas — as raízes do bem‑estar coletivo fragilizadas — que pedem tratamentos administrativos e humanos.
Anaao exigiu intervenção imediata das autoridades competentes para reforçar a segurança dos trabalhadores e revisitar a gestão do pronto‑socorro. Entre as medidas reivindicadas estão maior presença de vigilância, protocolos claros de contenção de episódios agressivos, suporte psicológico aos profissionais e uma revisão organizativa que reduza a sobrecarga de pacientes e o caos operativo.
É imprescindível que as Istituzioni respondam com prontidão: a proteção dos profissionais de saúde é condição para a qualidade do serviço público. Em um sistema que deveria ser como um campo bem cultivado, onde as estações se sucedem sem surpresa, a atual conflitividade indica falta de cuidados básicos que afetam toda a colheita de cuidados médicos.
Para os trabalhadores, permanece a sensação de vulnerabilidade — a respiração da cidade alterada pelo stress e por turnos longos. Para os gestores e decisores, fica a chamada à responsabilidade: restituir segurança não é apenas uma exigência sindical, é um compromisso com a saúde pública. Anaao conclama, portanto, não só a condenação do ato, mas ações concretas e imediatas para que episódios como este não se repitam.
Em nome da observação sensível do cotidiano que pratico para a Espresso Italia, observo que proteger quem cuida é cultivar a confiança de um sistema que temos o dever de preservar. Sem segurança, o pronto‑socorro perde a sua função essencial: ser abrigo e resposta rápida para os momentos mais frágeis da vida.
















