ROMA, 28 de janeiro de 2026 – Em um vídeo publicado nas redes sociais, o técnico do Milan, Massimiliano Allegri, declarou seu apoio à campanha que propõe aumentar em 5 euros o preço de cada maço de cigarro. “Eu assino, assinem também”, disse Allegri, somando sua voz à chamada pública organizada por instituições que cuidam da prevenção e do tratamento do câncer.
A campanha, promovida pela Associazione Italiana di Oncologia Medica (AIOM), pela Fondazione AIRC e pela Fondazione Umberto Veronesi, visa levar ao Parlamento uma proposta de lei de iniciativa popular para elevar em 5 euros o custo de todos os produtos de tabaco e de inalação de nicotina. Aumentar o preço do produto é uma medida que atua como uma espécie de estação disruptiva: faz germinar a reflexão em quem se encontra enraizado no hábito do fumo.
Os números que embasam a campanha são duros e claros: cerca de 93 mil pessoas morrem anualmente na Itália por doenças relacionadas ao tabagismo. São números que lembram o inverno de uma paisagem: silenciosos, persistentes, mas evitáveis. Por isso, a mobilização busca não apenas penalizar economicamente, mas transformar o cenário do consumo e reduzir a prevalência de tabagistas.
Até o momento, mais de 15 mil cidadãos e diversas associações de pacientes e sociedades científicas já assinaram a petição. “Em poucos dias alcançamos 30% das 50 mil assinaturas necessárias para apresentar a proposta de lei ao Parlamento”, explica Mauro Boldrini, diretor de comunicação da AIOM. É um avanço significativo — uma colheita inicial que mostra como a respiração da sociedade pode mudar quando muitas vozes se juntam.
A proposta abrange todos os produtos fumígenos e os dispositivos de inalação de nicotina, com o objetivo central de reduzir o número de novos fumantes, sobretudo entre jovens e pessoas em situação de maior vulnerabilidade. A lógica é simples e prática: ao elevar o preço, cria-se uma barreira que desacelera o consumo e incentiva a reflexão sobre o custo real do fumo para a saúde individual e coletiva.
Como observador do cotidiano que sou, vejo nessa proposta uma sintonia entre prevenção e cuidado coletivo. A medida lembra a poda planejada numa vinha — corta-se o excesso para permitir que o resto floresça com mais saúde. Não se trata apenas de arrecadar: trata-se de redesenhar ritmos e hábitos, de favorecer um despertar mais leve para quem ainda respira fumaça por hábito.
Allegri, figura pública com grande influência, empresta à campanha uma imagem forte e direta: sua adesão contribui para ampliar o debate público e aproximar a mensagem de pessoas que talvez não a encontrassem de outro modo. A campanha continua a recolher assinaturas, com a meta de 50 mil subscrições para formalizar a proposta de lei de iniciativa popular.
Se você se sensibiliza com a ideia de reduzir o impacto do tabagismo na sociedade, considerar apoiar a iniciativa é uma forma concreta de ação. A assinatura é um gesto simples, mas que, em conjunto, tem o potencial de transformar a paisagem do bem-estar coletivo — como pequenas gotas que, somadas, irrigam um novo começo.




















