Apresentado hoje na Sala Tatarella da Câmara dos Deputados, o volume ‘L’impatto dell’ambiente e degli stili di vita nel rischio onco-ematologico’, curado por Aurelio Angelini e Mariaclaudia Cusumano e promovido pela AIL – Associazione italiana contro leucemie, linfomi e mieloma, convida a uma leitura que mistura ciência, responsabilidade e cuidado.
Como quem observa uma paisagem mudar com as estações, o livro reúne contribuições que iluminam a relação entre ambiente, estilos de vida e o risco de doenças onco-hematológicas. Entre os temas abordados estão o impacto dos poluentes atmosféricos, das plásticos e dos PFAS, a alimentação e a nutrição, as mudanças climáticas, a poluição eletromagnética, a prevenção primária e o papel de modelos integrados como o One Health.
O encontro de apresentação foi promovido por Luciano Ciocchetti, vicepresidente da XII Commissione Affari sociali da Câmara, com o patrocínio do Intergruppo parlamentare One Health. O volume, publicado pela editora Franco Angeli com prefácio de Giuseppe Toro, nasceu da necessidade de sistematizar os contributos científicos, sociais e institucionais surgidos na quarta edição do congresso AIL ‘Curare è prendersi cura. Impatto ambientale e rischio sanitario, benessere e stili di vita’.
Participaram da apresentação autoridades e especialistas que representam a interseção entre saúde pública e políticas ambientais: Aurelio Angelini, sociologo dell’ambiente e do território, que moderou a sessão; Adriano Venditti, diretor do Dipartimento di Onco-ematologia da Fondazione Policlinico Tor Vergata; Giuseppe Toro, presidente nazionale da AIL; e parlamentares como Luana Zanella, Elena Murelli, Ilenia Malavasi e Ylenja Lucaselli.
Durante a sessão, foi reiterado que o câncer permanece entre os maiores desafios sanitários e sociais contemporâneos. O aumento da incidência não resulta apenas do envelhecimento da população, mas também da exposição a fatores de risco ambientais modificáveis — poluição do ar, do solo e da água — e de hábitos individuais não saudáveis. AIL posiciona-se como ponte entre o debate científico e as políticas públicas, defendendo uma visão integrada entre políticas ambientais e sanitárias, em consonância com o direito à saúde consagrado no artigo 32 da Constituição.
O livro compila intervenções de mais de 30 relatori, que trataram de temas centrais como as mudanças climáticas, a poluição eletromagnética e os estilos de vida sustentáveis. Há ainda espaço relevante para as experiências das seções locais da AIL e para o papel da prevenção enquanto instrumento de proteção individual e coletiva.






















