Roma, 22 de fevereiro de 2026 — Por volta das 11h30, Papa Leone XIV deixou a paróquia do Sacro Cuore, em Castro Pretorio, encerrando sua segunda visita às paróquias romanas, após a passagem por Ostia no domingo anterior. A saída do Pontífice contou com saudações aos fiéis reunidos no pátio da igreja.
Na sequência da celebração da missa, o Papa Leone XIV percorreu as dependências históricas ligadas a São João Bosco: visitou as câmaras em que don Bosco viveu por um período, encontrou-se com o conselho pastoral da paróquia e com a comunidade dos Salesianos, e fez uma pausa em oração junto ao Tabernáculo. Trata-se de uma ronda institucional que combina memória religiosa e atenção às obras sociais mantidas pela congregação.
Na chegada ao pátio da basílica, o Pontífice cumprimentou um grupo de pessoas em situação de rua e jovens da Comunidade de Sant’Egidio, organização que, três vezes por semana, distribui refeições quentes e cobertores na área da Estação Termini. O Papa folheou uma cópia do guia local “Dove mangiare, dormire, lavarsi” e saudou a iniciativa: “Que bela iniciativa!”, disse, agradecendo aos voluntários pelo trabalho.
Ao agradecer oficialmente pela acolhida, Papa Leone XIV ressaltou que, naquela paróquia, “todos e todas são bem-vindos”. Dirigiu palavras específicas aos Salesianos e às Salesianas responsáveis pela comunidade, enaltecendo a diversidade presente: “Obrigado pela alegria e pela presença de pessoas de tantos países do mundo que representam a fraternidade”, afirmou. Durante o circuito de cumprimentos, o Papa apertou as mãos dos presentes; entre a multidão surgiram bandeiras — entre elas a do Peru — e um cartaz com o pedido: “Estamos nos casando. Nos abençoa?”.
Na homilia proferida durante a missa no Sacro Cuore, perto da Estação Termini, o Pontífice abordou as contradições que marcam aquele trecho da capital: a coexistência de violência e integração, da prostituição com os movimentos constantes de partidas e chegadas. Recordou que Leone XIII solicitou a São João Bosco a construção desta igreja, por enxergar a centralidade estratégica do local, adjacente à estação e num cruzamento urbano de crescente relevância ao longo do tempo.
Em discurso direto à comunidade salesiana, o Papa descreveu a paróquia como um “especial presídio de proximidade” diante dos desafios do território. Enumerou os perfis que circulam naquele espaço: universitários, pendulares de trabalho, imigrantes em busca de emprego, jovens refugiados que encontraram — graças à iniciativa dos Salesianos — oportunidades de integração com colegas italianos, e irmãos sem-teto acolhidos nas estruturas da Caritas da via Marsala.
O Pontífice enfatizou que, em poucos metros, é possível “tocar” as contradições do tempo presente: a despreocupação de quem viaja com conforto ao lado de quem não tem um teto; o potencial de iniciativas do bem frente a uma violência difusa; a vontade de trabalho honesto e, simultaneamente, os circuitos ilícitos de drogas e prostituição. O diagnóstico papal sublinha a complexidade social e a necessidade de respostas articuladas entre Igreja, voluntariado e serviços públicos.
Relatório e apuração in loco: a visita reafirma o papel social da paróquia salesiana de Castro Pretorio como ponto de encontro entre ações de acolhimento e os problemas urbanos típicos de áreas centrais próximas a estações ferroviárias. Cruzamento de fontes com representantes locais confirma que iniciativas como a distribuição de refeições e os projetos de integração juvenil são contínuos, mas também que os desafios estruturais exigem políticas públicas coordenadas.
Fim do relatório.






















