Em apuração in loco e com cruzamento de fontes, confirmamos que nesta tarde o Papa Leone XIV realiza sua primeira visita pastoral a uma paróquia dentro do território de Roma: a comunidade de Santa Maria Regina Pacis, em Ostia Lido. A escolha da paróquia, segundo o pároco don Giovanni Vincenzo Patanè, carrega significado simbólico: a devoção a Maria como Rainha da Paz ressoa com o discurso do Pontífice sobre a “paz desarmada e desarmante” desde o início do seu pontificado.
O anúncio da visita pastoral foi recebido com forte emoção pela comunidade. Para evitar favorecimentos, os ingressos foram distribuídos por sorteio, procedimento detalhado por don Patanè durante as entrevistas realizadas pela equipe. “Vivemos como um privilégio ser a primeira comunidade que o Santo Padre visita. É o Papa, mas para nós é, antes de tudo, o nosso bispo”, afirmou o pároco, em declaração que sintetiza a leitura local do ato pastoral: proximidade e autoridade episcopal.
O encontro pastoral está organizado em blocos. Às 16h, o Pontífice será recebido por crianças do catecismo e por jovens — cerca de 400 participantes esperados no campo atrás da igreja. Em seguida, uma segunda etapa reunirá idosos, doentes, pessoas em situação de pobreza e voluntários da Caritas (aproximadamente 400 pessoas) na área da quadra/poliesportiva adaptada para o encontro.
Às 17h, o Papa Leone XIV presidirá a missa concelebrada pelo cardeal vigário Baldo Reina, pelo bispo do setor Sul e vicegerente da diocese, monsenhor Renato Tarantelli Baccari, além do próprio don Giovanni Vincenzo Patanè. Participam também os párocos de Ostia, o capelão da Guardia di Finanza don Francesco Chiantera e os prefeitos do setor Sul. Após a celebração eucarística, o Pontífice encontrará o conselho pastoral em uma das salas da paróquia e, antes de retornar ao Vaticano, cumprimentará os fiéis que permanecerem do lado de fora, acompanhando a missa por um telão instalado para a ocasião.
A opção por Ostia não é aleatória. A localidade, a cerca de 30 km do centro de Roma, tem vínculo histórico com sant’Agostino e com sua mãe, Santa Mônica: locais de culto, estátuas e instituições sociais nas proximidades atestam essa relação. O Pontífice, de formação agostiniana, visitou a zona em várias ocasiões vinculadas à memória do santo de Hipona e à trajetória de Santa Mônica — informação que confirma o cruzamento de relatos locais e do próprio arquivo de pronunciamentos do Pontífice. “Ostia é realmente um porto importante na história do mundo, da Igreja e de Santo Agostinho”, disse o Pontífice em encontro anterior com jovens no litoral ostiense.
Os fatos brutos — horários, participantes e estrutura dos encontros — foram verificados com a paróquia e com a organização local responsável pela recepção (a Congregação da Sociedade do Apostolado Católico, os Padri Pallottini). Reportagem estrita aos dados oficiais e à logística do evento, sem conjecturas, para oferecer ao leitor a realidade traduzida de uma visita que mistura dever pastoral e simbolismo histórico.






















