Em cerimônia realizada na manhã desta terça-feira, o Papa Leone XIV encerrou oficialmente o Ano Santo ao fechar a Porta Santa da Basílica de São Pedro. O ato marcou o término do chamado Jubileu dos dois papas, que atraiu a Roma 33.475.369 peregrinos provenientes de 185 países.
Rino Fisichella, pro-prefeito do Dicasterio para a Evangelizzazione e responsável pela organização do Jubileu, apresentou o balanço final. Em avaliação clara e sem rodeios, Fisichella destacou que o resultado não se mede apenas pelos números: “Devo dizer que a conclusão do Jubileu não pode ser senão positiva. Non tanto per i numeri… La cosa più importante è che non si deve dimenticare che il Giubileo è un evento spirituale”. Para o prelado, o essencial foi a dimensão espiritual do evento — peregrinos que atravessaram a Porta Santa, rezaram, multiplicaram confissões e buscaram uma conversão do coração.
O responsável pelo evento sublinhou que a indulgência jubilar é, na prática, a experiência da misericórdia e do perdão. “Da questo punto di vista credo che sia un risultato positivo”, afirmou, reunindo em uma síntese institucional o significado religioso que orientou o programa do Ano Santo.
Ficaram registradas várias instantes que marcaram o período: a canonização de Carlo Acutis e de Piergiorgio Frassati; o Giubileo dei Giovani, que coincidiu com o funerale de Papa Francesco e revelou o caráter complexo das manifestações juvenis — entre alegria, entusiasmo e tristeza; e a eleição de Papa Leone, cuja chegada encheu as praças e as confraternite transformaram o momento em uma celebração coletiva.
Do ponto de vista da segurança, o balanço também foi destacado pelas autoridades. O Questore de Roma, Roberto Massucci, falou diretamente aos operadores na Sala Operativa responsável pelos Grandes Eventos: “Per noi è stato un anno di grandi impegni per rendere sicura la partecipazione dei 33 milioni di pellegrini… Lo abbiamo fatto con spirito di squadra”. Massucci agradeceu a todos os agentes e mencionou o apoio do capo della polizia Pisani, ressaltando a integração do sistema de segurança italiano.
O reconhecimento foi estendido à imprensa que acompanhou o Jubileu e ao trabalho de vigilância e coordenação durante todo o Ano Santo, numa referência à complexidade logística e ao esforço de comunicação institucional exigidos por um evento dessa escala.
Na celebração de encerramento, o presidente da República italiana, Sergio Mattarella, participou da Missa da Epifania na Basílica de São Pedro e percorreu a nave central até a Porta Santa, integrando-se aos ritos finais do Jubileu.
O término do Jubileu da Esperança fecha um ciclo intenso de eventos litúrgicos e civis que conjugaram devoção, ritos de santificação e grandes operações de segurança pública. Para além dos números — 33.475.369 peregrinos vindos de 185 países —, o relato institucional enfatiza a conversão pessoal, a multiplicação das confissões e a experiência de misericórdia como os elementos constitutivos do legado espiritual deixado por este Ano Santo.































