Por Giuseppe Borgo — A mais recente Supermédia Youtrend/AGI apresenta novidades que dizem respeito tanto à cena partidária quanto ao estado dos alicerces do próximo voto constitucional. No mapeamento agregado de intenções de voto, o novo movimento liderado por Vannacci, o Futuro Nazionale, estreia com 2,9%. Paralelamente, o cenário do referendo constitucional mostra um movimento de recuperação do No, agora em 47%, enquanto o Sì recua para 53%, reduzindo sua vantagem em quase 12 pontos no último mês.
Esses números resultam de uma média ponderada de sondagens nacionais realizadas entre 29 de janeiro e 11 de fevereiro, com ponderação efetuada no dia 12 de fevereiro com base na consistência amostral, data de realização e método de coleta. A partir de hoje e até o período de blackout previsto pela legislação — que começa no primeiro fim de semana de março — os boletins sobre o referendo terão periodicidade semanal.
Os números principais da Supermédia para o referendo são: Sì 53,0% (variação -5,9) e No 47,0% (variação +5,9). As variações indicadas entre parênteses representam a diferença em relação à Supermédia de duas semanas antes (29 de janeiro de 2026) e, no caso do referendo, à Supermédia de um mês atrás (15 de janeiro de 2026). Em termos práticos, o recuo do Sì e a recuperação do No somam uma oscilação conjunta próxima a doze pontos percentuais, um sinal de que a arquitetura do debate público está passando por ajustes.
Os institutos considerados nesta composição incluem: EMG, Eumetra, Ipsos, Only Numbers, Piepoli, SWG, Tecné e Youtrend. Para o monitoramento específico do referendo, também são levados em conta levantamentos de Demopolis, Ixe’ e Noto, entre outros. As notas metodológicas detalhadas de cada pesquisa estão disponíveis no site oficial www.sondaggipoliticoelettorali.it.
Como repórter que observa a construção das decisões públicas, é preciso notar o significado prático dessas leituras: o surgimento de um novo ator político com percentuais mensuráveis representa uma movimentação na paisagem partidária — parte da construção de representações e relações de poder — enquanto o recuo do Sì alerta para a necessidade de reavaliar estratégias de campanha e a comunicação sobre os impactos concretos da mudança constitucional. A política, aqui, mostra-se como obra em andamento, onde cada pesquisa adiciona ou remove tijolos no edifício da opinião pública.
Nos próximos boletins semanais, até o início do blackout, acompanharemos se o No mantém o ritmo de recuperação ou se o campo do Sì retoma terreno. Para eleitores, imigrantes e ítalo-descendentes, compreender essas dinâmicas é essencial: é a ponte entre o resultado nas urnas e as consequências nas leis que regem o dia a dia.
Metodologia resumida: ponderação feita em 12/02 com base em consistência amostral, data e método. Fontes: EMG (6/2), Eumetra (5/2), Ipsos (31/1), Only Numbers (5/2), Piepoli (6/2), SWG (2 e 9/2), Tecné (6/2), Youtrend (4 e 11/2). Para o referendo: Demopolis (1/2), EMG (6/2), Eumetra (5/2), Ipsos (3/2), Ixe’ (27/1), Noto (28/1), Only Numbers (5/2), Piepoli (3/2), SWG (9/2) e Youtrend (11/2).





















