Roberto Vannacci oficializou sua saída da Lega e já colhe reações entre apoiadores e fundadores de seu movimento. Uma das respostas mais imediatas veio de Sylvie Lubamba, showgirl e uma das fundadoras do Team Vannacci em Milano, que reafirmou publicamente sua proximidade ao general: “Não foi a hora certa para sair da Lega, mas estou ao seu lado”.
A declaração foi dada durante sua participação no programa Un Giorno da Pecora, na Rai Radio1, onde Lubamba falou com os apresentadores Geppi Cucciari e Giorgio Lauro. Sem rodeios, ela explicou que, após tomar ciência da decisão, escreveu a Vannacci para deixar clara sua adesão pessoal: “Eu, seu fiel arauto, estarei sempre ao seu lado”. Apesar dessa lealdade, manteve uma avaliação crítica sobre a oportunidade da saída: “Segundo mim, não faz bem a saída da Lega, não é o momento certo. Ele, porém, é um homem inteligente e eu o seguirei: ou decolaremos, ou afundaremos juntos”.
O movimento recém-criado por Vannacci, batizado de Futuro Nazionale, aparece em pesquisas com cerca de 4,2% das intenções de voto — um patamar que, se confirmado, permitiria ao novo partido ultrapassar o limiar de competitividade parlamentar e manter-se relevante mesmo na hipótese de elevação da cláusula de barreira. Segundo análises divulgadas, essa nova formação teria tirado votos principalmente da coligação de centro-direita: Fratelli d’Italia (-1,1%), Lega (-0,9%) e Forza Italia (-0,2%).
O apoio público de Sylvie Lubamba tem peso político e simbólico. Ela não é apenas uma figura midiática: foi apresentada oficialmente em junho de 2025 como uma das referências do projeto do general em Milão e atua como rosto exposto do núcleo que orbita em torno de Vannacci. O gesto de solidariedade confirma que parte da arquitetura humana do movimento está disposta a acompanhá-lo na nova trajetória.
Lubamba também recordou o início da sua ligação com Vannacci: teria se aproximado durante a apresentação de seu livro Il mondo al contrario, quando ficou impressionada pela capacidade comunicativa do general. Desde então, tem defendido pessoalmente a sua figura contra acusações de racismo e homofobia, afirmando compromisso em demonstrar, em toda a Itália, a inconsciência dessas alegações.
Do ponto de vista político, a saída de um nome como Vannacci da Lega representa um movimento que altera os alicerces da coalizão de centro-direita: não é apenas a perda de um militante de destaque, mas o rearranjo de uma bússola eleitoral que pode redistribuir votos e influências. A criação do Futuro Nazionale funciona como uma nova viga na construção do espaço político à direita, testando a resistência das estruturas partidárias e a capacidade de atração popular do general.
Em termos práticos, a situação deixa claro um cenário de incerteza e competição interna entre forças que até então compartilhavam a mesma base eleitoral. Para eleitores, ativistas e imigrantes ítalo-descendentes envolvidos nas redes locais, a mudança exige atenção: é hora de entender se a nova formação representará uma alternativa ou apenas mais uma expressão do sistema já conhecido.
Enquanto isso, a mensagem de Lubamba combina crítica e compromisso — um cuidado estratégico que traduz a tensão entre avaliação tática e fidelidade pessoal. Assim, ela se posiciona como ponte entre a escolha de um líder e a sustentação de uma base: “seguirei, e veremos se decolamos ou afundamos juntos”, disse, em frase que sintetiza a natureza de uma aliança construída tanto sobre convicções quanto sobre risco.
Em cena, permanece o peso da caneta e da decisão: a saída de Vannacci da Lega é um gesto que renovou debates, aproximou apoiadores e exigirá, nas próximas semanas, a consolidação dos alicerces do novo partido e a reação das estruturas já estabelecidas.






















