ROMA — O último levantamento da SWG para o Tg La7, realizado entre 28 de janeiro e 2 de fevereiro, aponta que Fratelli d’Italia continua a consolidar sua posição como primeiro partido, enquanto o PD e o M5S registram queda nas intenções de voto. Parte da sondagem foi feita após os confrontos ocorridos em Turim no sábado passado, durante o protesto ligado ao centro social Askatasuna, cenário que, para analistas, pode ter impacto nas percepções eleitorais.
No detalhe dos números, a formação liderada pela presidente do Conselho, Giorgia Meloni, sobe 0,1 ponto e atinge 31,3% — ampliando a distância para os adversários. O PD, sob a direção de Elly Schlein, perde 0,1 ponto e fica em 22,5%. O M5S de Giuseppe Conte sofre a mesma retração e registra 12,0%.
Entre os partidos fora do pódio, Forza Italia se mantém estável em 8,2%, enquanto a Lega cede 0,3 ponto e passa a 7,7%. Os Verdi e Sinistra também recuam 0,1 ponto, situando-se em 6,5%. Mais distantes aparecem Azione (3,1%), Italia Viva (2,2%), +Europa (1,4%) e Noi Moderati (1,1%).
Em um cenário de confronto entre blocos, o centro-direita alcançaria 48,1% das intenções de voto, confirmando-se como a coalizão mais forte. O centro-esquerda — composto por PD, M5S, Verdi e Sinistra, +Europa, Italia Viva e Avanti PSI — somaria 44,3%. Fora dessas frentes, Azione aparece com 3,8% e o Partito Liberaldemocratico com 1,0%.
Enquanto a fotografia da intenção de voto mostra movimentos discretos em níveis percentuais, é importante ler esses números como parte da arquitetura mais ampla da opinião pública: pequenos alicerces que, somados, podem mudar a estabilidade de uma maioria parlamentar. A subida de 0,1 ponto de Fratelli d’Italia não é apenas estatística; é sinal de reforço de confiança entre eleitores que já vinham favorecendo o partido e que, em conjunturas de tensão social, tendem a priorizar estabilidade e liderança consolidada.
Por outro lado, a perda marginal do PD e do M5S evidencia fragilidade para recuperar eleitores no curto prazo. Em termos práticos, a diferença entre blocos — um centrodireita em 48,1% contra um centrosinistra em 44,3% — representa uma margem que, embora significativa, não elimina totalmente a volatilidade política: campanhas, alianças e eventos de rua ainda são capaz de alterar o equilíbrio.
Como repórter que busca colocar a política ao serviço do cidadão, observo que a leitura desses dados deve servir como instrumento para a construção de direitos e para a pressão democrática sobre representantes: eleitores e comunidades italianas, inclusive imigrantes e ítalo-descendentes, precisam entender como esses números influenciam decisões concretas sobre serviços, segurança e inclusão social. A política é uma obra em progresso — e estes percentuais mostram quais blocos estão com as vigas mais firmes no presente.
Metodologia: Sondagem SWG per Tg La7, raccolta tra il 28 gennaio e il 2 febbraio.






















