RESUMO
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Em uma manhã histórica para a diplomacia global, os embaixadores da União Europeia (UE) aprovaram provisoriamente, nesta sexta-feira (9), o texto final do acordo comercial com o Mercosul. A União Europeia viveu um momento de divisão histórica durante a votação do acordo comercial com o Mercosul. Embora a maioria qualificada dos países membros tenha aprovado o tratado, França, Polônia, Áustria, Irlanda e Hungria registraram votos contrários, enquanto Bélgica se absteve.
Em contraste, a Itália votou a favor, após negociações lideradas pela primeira-ministra Giorgia Meloni, que aceitou a proposta da presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, de garantir a utilização de recursos adicionais para os agricultores já a partir de 2028, ao invés de aguardar a revisão intermediária do orçamento plurianual. O montante envolve cerca de 45 bilhões de euros, que poderão ser mobilizados imediatamente para apoiar o setor agrícola.
A aprovação provisória agora segue para a fase burocrática, com envio de confirmações por escrito até o final do dia no horário belga. Com o sinal verde formal, a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, poderá viajar ao Paraguai na próxima segunda-feira (12) para a assinatura oficial do documento.
Por que a Itália mudou de posição
Na última reunião do Conselho Europeu, em dezembro, a Itália fazia parte do bloco contrário ao acordo, solicitando maior análise sobre pontos críticos do tratado.
No momento da votação final, o país se uniu ao grupo dos favoráveis, ao lado de Alemanha, Países Baixos, Espanha e países escandinavos, após obter garantias sobre os recursos adicionais para o setor agrícola, uma das principais preocupações nacionais.
O sim da Itália reforça a importância do acordo para a economia nacional, especialmente para a indústria e o agronegócio, garantindo maior acesso a mercados sul-americanos e estabilidade para produtores locais. Ao mesmo tempo, o país demonstra capacidade de negociação dentro da UE, conciliando interesses internos com o avanço da integração econômica transatlântica.
União Europeia e Mercosul: Próximos passos
Para o Brasil, o acordo representa um marco para a indústria e o agronegócio, facilitando a exportação de bens e reduzindo barreiras tarifárias que atualmente limitam a competitividade nacional no exterior. O tratado promete abrir novos mercados e estimular investimentos, mas também enfrenta desafios significativos.
Entre os pontos de atenção estão:
Resistência agrícola: Produtores rurais da França e de outros países europeus mantêm protestos, argumentando que a entrada de produtos sul-americanos pode gerar concorrência desleal, considerando os padrões regulatórios mais rigorosos da UE.
Critério de aprovação: A votação dependia de uma maioria qualificada, exigindo ao menos 15 dos 27 países membros, representando 65% da população da União Europeia. Com isso, o bloco avançou mesmo sem unanimidade, contornando o veto político da França.
Impactos econômicos e comerciais
O acordo entra agora em fase de implementação gradual, redesenhando as relações econômicas transatlânticas. Entre os efeitos esperados:
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Padronização de regras de investimento entre Europa e Mercosul;
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Incentivo à sustentabilidade ambiental e critérios regulatórios alinhados;
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Abertura de mercados para produtos industriais e agrícolas;
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Maior competitividade para exportadores sul-americanos e oportunidades para empresas europeias.
Especialistas destacam que, apesar das controvérsias, o acordo representa um marco estratégico para o comércio internacional, consolidando uma parceria que pode influenciar decisões econômicas e políticas nos próximos anos.






























