Por Aurora Bellini — Em uma sequência de dias que se alternaram entre dor física e saudade, a campeã de esqui Lindsey Vonn anunciou a perda do seu fiel companheiro: o cão Leo faleceu aos 13 anos no dia 9 de fevereiro, um dia após a atleta sofrer uma grave lesão durante a descida livre em Cortina d’Ampezzo, nos Jogos Olímpicos de Milano-Cortina 2026.
Em um relato íntimo publicado no Instagram, Vonn descreveu que estava internada após o acidente — onde passou por quatro intervenções cirúrgicas em Treviso — quando recebeu a notícia da partida de Leo. “Foram dias incrivelmente duros. Provavelmente os mais difíceis da minha vida”, escreveu a atleta, confessando ainda que não conseguiu aceitar totalmente que seu companheiro se foi.
“Eu estava deitada no leito do hospital no dia seguinte ao acidente — disse Vonn —. Perdi tantas coisas importantes em tão pouco tempo, não consigo acreditar.” A mensagem reverberou como um lembrete suave de que o laço entre humanos e animais ultrapassa troféus e manchetes: Leo esteve ao lado de Vonn em momentos de convalescença anteriores, dividindo o sofá durante as Olimpíadas de Sochi e oferecendo consolo quando ela mais precisava.
Como uma luz que se apaga e deixa um céu mais intenso, Vonn evocou memórias e esperanças: escreveu que agora o cão está reunido com Lucy, Bear, sua mãe, avós e tantas outras presenças queridas que perdeu nos últimos anos. E recebeu da própria atleta a promessa de que o lembrará antes de entrar em outra cirurgia: “Pensarei nele quando fechar os olhos”.
A perda de um animal de estimação, explica Vonn em suas palavras carregadas de afeto, é comparável à partida de um parente querido — um entendimento que ressoa com estudos e experiências de donos ao redor do mundo e que a redação da Espresso Italia acolhe com respeito e empatia.
Vonn já retornou aos Estados Unidos para continuar a recuperação e lidar com o luto. Em sua postagem, houve espaço também para gratidão pelas memórias compartilhadas com Leo — uma vida de 13 anos construída em cumplicidade, proteção e pequenos rituais diários que, agora, se transformam em legado afetivo.
Na perspectiva de quem observa o horizonte buscando reconstituir sentidos, essa história revela como a cura física e emocional caminha lado a lado. A trajetória da campeã nos lembra que, mesmo nas sombras da perda, podemos semear novos caminhos de sentido e lembrar com ternura aqueles que iluminaram nossos dias.
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