Por Aurora Bellini — Em uma história que revela tanto a crueldade quanto a generosidade de uma comunidade, o cão resgatado em Bacoli e brutalmente atacado nos últimos dias já não corre risco de morte. Agora ela tem nome: Giulietta, e tem 13 anos.
O anúncio foi feito pelo prefeito de Bacoli, que acompanhou de perto o caso desde a divulgação inicial. Segundo a administração municipal, Giulietta foi encontrada ligada a uma tábua de madeira próxima a um posto de combustíveis, impossibilitada de fugir, com ferimentos graves — inclusive uma lesão profunda perto do olho esquerdo, que sangrava abundantemente.
Após o resgate, realizado por uma família local que a encontrou em estado crítico, a cadela recebeu atendimento imediato em um ambulatório veterinário. O prefeito informou que encontrou a cadela quente, descansando e sob cuidados. “Ela está fora de perigo de vida. A família que a salvou a encontrou à beira da morte: havia sido atingida por golpes de bastão. Agora está em recuperação, aquecida, medicada e cercada de afeto”, disse o gestor municipal.
Em um gesto que ilumina caminhos para a proteção animal, a Prefeitura de Bacoli comunicou que arcará com todas as despesas médicas necessárias para a recuperação de Giulietta, desde os custos do atendimento inicial até os medicamentos e eventuais tratamentos de reabilitação. “O município será solidário até que o animal volte a ter qualidade de vida”, afirmou o gabinete municipal.
O caso veio à tona após a divulgação de um vídeo que mostrou a situação da cadela. A repercussão mobilizou moradores e protetores locais, e também atraiu atenção institucional. A administração fez um apelo público para que quem tiver informações entre em contato: “Quem sabe, fale — o silêncio é cumplicidade”, pediu o prefeito, convocando a comunidade a colaborar com a investigação.
As autoridades locais, incluindo a polícia municipal, abriram inquérito para identificar e responsabilizar os autores da agressão. A investigação busca esclarecer quando e por quem Giulietta foi amarrada e espancada, além de mapear eventuais testemunhas e imagens que possam ajudar a localizar os agressores.
Enquanto as apurações correm, a história de Giulietta acende uma luz sobre a urgência de políticas públicas de proteção animal e de educação cívica. A resposta da Prefeitura — assumindo os custos do tratamento e dando suporte à família que a salvou — é um exemplo de como instituições locais podem semear responsabilidade e compaixão, transformando indignação em ações concretas.
Para os vizinhos e protetores, a prioridade agora é a recuperação física e emocional de Giulietta. Há esperança de que, com os cuidados adequados, a cadela possa retomar a serenidade própria de sua idade avançada e oferecer, quem sabe, ainda alguns segundos de ternura a quem a ajudou.
Este é um momento de vigilância e solidariedade: acompanhar o desfecho do caso, colaborar com informações e apoiar iniciativas locais de proteção animal são formas tangíveis de cultivar um horizonte mais limpo e humano. A Espresso Italia seguirá acompanhando o caso e iluminará cada passo dessa pequena grande recuperação.






















