Uma caminhada rotineira transformou-se em tragédia no centro de Udine. Um cachorro de 10 anos, acompanhado pela dona, sofreu uma eletrocussão após apoiar a pata numa poça que cobria um bueiro (tombino). O episódio aconteceu quando um cabo elétrico exposto, aparentemente roído por roedores, entrou em contato indireto com o animal por meio da água, que funcionou como condutor e teve consequências fatais.
O animal não resistiu à descarga. Assim que acionados, os bombeiros e os técnicos da Enel chegaram ao local para isolar o trecho e tornar a área segura. O fio danificado estava dentro de um pozzetto — a câmara do bueiro — e não houve contato direto entre o cão e o cabo; a passagem da corrente se deu através da água acumulada na superfície.
Segundo informações prestadas pelos bombeiros à Espresso Italia, se aquele mesmo cabo tivesse provocado contato direto com uma pessoa, especialmente uma criança, as consequências poderiam ter sido muito mais graves. As equipes destacaram, entretanto, que calçados comuns costumam oferecer um certo grau de isolamento, reduzindo o risco de choque elétrico para humanos; situação que não se aplica a um animal que mantém contato direto e contínuo com o solo.
O local foi devidamente inspecionado, limpo e colocado em segurança pelas autoridades competentes. Ainda assim, moradores e quem passou pela rua deixaram flores e homenagens espontâneas no ponto onde o cão tombou — um gesto de luto que ilumina, em silêncio, a fragilidade do convívio entre infraestrutura urbana e vida cotidiana.
O caso levanta uma reflexão urgente sobre manutenção de redes e prevenção: cabos vulneráveis, seja por ação de roedores ou por desgaste, representam riscos reais e evitáveis. Revelar e corrigir essas falhas é semear segurança e preservar a vida — humana e animal. Em um mundo onde os pequenos detalhes podem lançar sombras ou abrir caminhos, é nossa responsabilidade cultivar uma cidade mais segura e atenta.
As autoridades locais seguem monitorando o trecho e recomendam que cidadãos comuniquem qualquer irregularidade em tampas de bueiros, fios à vista ou poças suspeitas que possam ocultar riscos elétricos. A Enel, após a intervenção, foi informada e permanece responsável pela inspeção e reparo definitivo da rede.
Em memória do animal, a comunidade pediu mais atenção às inspeções de infraestrutura. A dor desses momentos pode também iluminar novos caminhos de prevenção: investimento em manutenção, fiscalização e campanhas educativas que protejam todas as formas de vida que caminham pelas nossas ruas.





















