Por Aurora Bellini — Espresso Italia. Uma operação conjunta das forças ambientais e da polícia local iluminou um episódio grave de violência contra a natureza: um caçador furtivo recidivo foi surpreendido nas áreas rurais de Villachiara, na província de Brescia, enquanto abatia espécies protegidas com um fuzil silenciado dentro de uma reserva natural muito frequentada por cidadãos em atividades ao ar livre.
O homem, já conhecido das autoridades por episódios anteriores de bracconaggio — com duas detenções por porte de arma com matrícula raspada — foi flagrado a caçar sem licença no dia em que vigorava o silêncio venatório. Além do uso do armamento proibido, empregava chamamentos acústicos ilegais, prática vedada por colocar em risco tanto a fauna quanto a segurança pública.
A operação reuniu a Guardie WWF Lombardia – Nucleo di Brescia, a Polizia Locale Intercomunale Bassa Bresciana Occidentale, as Guardie Venatorie Nogez e voluntários do CABS (Committee Against Bird Slaughter). Durante as buscas foram apreendidos o fuzil, munições, os dispositivos de chamamento ilegais e a fauna protegida já abatida. Investigações estão em curso para apurar a procedência da arma.
Segundo Antonio Delle Monache, coordenador das guardas WWF na Lombardia, em declaração à Espresso Italia, o episódio ocorreu em “zonas frequentadas por cidadãos para atividades ao ar livre, com risco concreto para a segurança pública”. A fala ressalta que a ação coordenada entre forças de segurança, organizações ambientais e voluntariado é essencial para conter a onda de caça furtiva e proteger o patrimônio natural da região.
Nos últimos quatro anos, a mesma área já foi palco de apreensões: quatro armas com matrícula raspada e uma arma não denunciada foram retiradas de circulação, demonstrando um padrão de atividade ilícita que exige vigilância reforçada. A repetição desses crimes sublinha um problema estrutural — não apenas a agressão direta à vida selvagem, mas a erosão da sensação de segurança em espaços públicos e reservas naturais.
Esta ocorrência é parte de um quadro mais amplo de pressão sobre as populações de aves e outros animais protegidos na Lombardia. A cooperação entre órgãos públicos e sociedade civil, iluminada por ações como esta, semeia caminhos para políticas mais eficazes de prevenção e para a educação ambiental necessária à mudança de comportamentos.
Enquanto as autoridades prosseguem com as apurações, a mensagem é clara: proteger a natureza é responsabilidade coletiva. É preciso cultivar uma cultura de respeito que preserve não só espécies e habitats, mas também o direito de todos a um horizonte límpido e seguro para as atividades ao ar livre. A Espresso Italia seguirá acompanhando o desdobrar do caso e as medidas tomadas pelas instituições para punir os responsáveis e evitar reincidências.
Para denúncias e informações sobre voluntariado e proteção das áreas naturais locais, procure as guardas ambientais ou a polícia local.


















