No centro do Fórum Econômico Mundial de Davos, um repost do presidente Donald Trump em sua piattaforma Truth Social reacendeu um debate estratégico que transcende o espetáculo mediático. O conteúdo compartilhado afirma che le vere minacce agli Estados Unidos non siano la Rússia né la China, ma piuttosto la Nato e l’ONU. A repercussão política é imediata e revela fendas profundas na retórica e na prática das alianças ocidentais.
No palco suíço, onde as grandes potências redesenham prioridades e pactos, Trump encontrou-se com o que o artigo original descreve como o secretário-geral da Nato, Mark Rutte, para tratar de segurança no Ártico e de um acordo sobre a Groenlândia — encontros que ocorrem paralelos à assinatura, por Trump, do chamado Board of Peace, um organismo novo sobre a questão de Gaza com 20 países aderentes.
O gesto simbólico da assinatura do Board of Peace, com líderes chamados ao palco para formalizar o tratado, foi amplamente divulgado: a porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, coordenou a sequência protocolar e a ausência de Netanyahu foi notada. No entanto, foi o repost no Truth que dominou manchetes, pois põe em xeque o alicerce das instituições multilaterais que até agora foram pilar da ordem liberal ocidental.
O post sustenta que, sem o apoio norte-americano, tanto a Nato quanto a ONU perderiam eficácia, colocando dúvida sobre a disposição dos aliados a garantirem segurança coletiva num cenário de ataque. Trump tem reiterado em várias ocasiões que alianças tradicionais beneficiaram desproporcionalmente outros países em relação aos EUA, insinuando que essa dinâmica poderia prejudicar interesses nacionais americanos no longo prazo. Essa linha de argumentação é coerente com uma visão de Estado que privilegia ganhos imediatos e mensuráveis sobre compromissos institucionais de longo prazo.
O episódio ganha textura adicional quando lembramos que, nos últimos tempos, os EUA declararam saída de 66 organizações internacionais, inclusive do tratado das Nações Unidas sobre o clima — uma decisão que suscitou forte reprovação da União Europeia, com o comissário Wopke Hoekstra qualificando o movimento como um passo negativo para a ação climática global.
Adicionalmente, críticas públicas de Trump sobre a utilidade estratégica da Nato e pedidos recorrentes para que aliados aumentem significativamente seus gastos com defesa compõem um quadro onde a tectônica de poder transatlântica parece deslocar-se para uma configuração de maior pressão bilateral do que de multilateralismo institucional.






















