Às 17h retorna o encontro semanal com “Sicurezza internazionale”, o espaço de análise política conduzido por Alessandro Orsini. A pergunta que orienta o programa de hoje é direta e de elevada consequência estratégica: Trump bombardeará o Irã?
Como um movimento decisivo num final de partida, a hipótese de um ataque altera instantaneamente a geometria das alianças e reacende velhas fraturas na tectônica de poder do Oriente Médio. A questão não é apenas militar: envolve cálculo político interno nos EUA, riscos de escalada regional e impactos longos sobre rotas energéticas e cadeias de abastecimento. Orsini, com a calma de um mestre que vê duas jogadas à frente, explora cenários possíveis, limites de reação dos atores regionais e as consequências para a estabilidade global.
Enquanto isso, no plano doméstico italiano, foi impugnada a deliberação do Conselho de Ministros: o recurso foi depositado na manhã de terça-feira. Paralelamente, a mobilização pública alcançou 380 mil assinaturas, correspondendo a 75% do objetivo pretendido. Este episódio ilustra como as decisões executivas encontram no terreno civil uma resistência organizada, que molda o contexto político como se redesenhasse fronteiras invisíveis entre governantes e governados.
Em outro vértice do tabuleiro internacional, o jornal The Times relata que o primeiro-ministro britânico Keir Starmer deverá integrar o Conselho de Paz designado para administrar temporariamente a Faixa de Gaza sob a liderança do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Segundo a reportagem, Starmer tende a aceitar a proposta, e a primeira reunião teria sido agendada para a próxima semana à margem do Fórum Econômico Mundial na Suíça. Esse arranjo é revelador: configura um eixo de influência que tenta institucionalizar uma solução administrativa provisória, enquanto as linhas de confronto permanecem vulneráveis.
Na esfera econômica e ambiental, destaca-se a iniciativa da Coca‑Cola para os Jogos Olímpicos e Paralímpicos de Milano Cortina 2026. A empresa apresentou um modelo integrado de distribuição de bebidas que combina logística sustentável, inovação em embalagens e sistemas avançados de coleta e reciclagem. O portfólio oferecido durante os Jogos será constituído por garrafas produzidas, exceto rótulos e tampas, com 100% de plástico reciclado (rPET), incluindo a garrafa de 500 ml da Lurisia Bolle Stille, água oficial do evento.
Essa mudança operacional é sustentada pela fábrica CircularPET em Gaglianico (BI), apontada como centro de excelência para o tratamento do PET reciclado. Trata‑se de um avanço prático que alia requisitos de segurança dos grandes eventos à ambição de legado ambiental: embalagens concebidas para serem novamente reinseridas na cadeia produtiva, reduzindo a pressão sobre os alicerces materiais do sistema.
Ao observarmos essas frentes — risco de conflito aberto entre Estados Unidos e Irã, rearranjo de responsabilidades administrativas em Gaza, e inovações sustentáveis associadas a um evento esportivo global — torna-se evidente o entrelaçamento entre geopolítica e economia. Como num tabuleiro de xadrez, cada movimento constitucional ou corporativo cria janelas de oportunidade e pontos de pressão: governantes, partidos, sociedades civis e empresas competem para consolidar posições e deixar legados.





















