Por Marco Severini — Em um movimento que altera, de forma abrupta, o delicado equilíbrio regional, um tiroteio em uma escola de ensino médio deixou ao menos 10 mortos e 27 feridos em Tumbler Ridge, na Colúmbia Britânica, aos pés das Montanhas Rochosas. As autoridades informaram que entre as vítimas da escola há uma mulher que a polícia acredita poder ser a suspeita do ataque, e que outras duas pessoas foram encontradas mortas em uma residência próxima, apontada como ligada ao incidente.
Segundo as primeiras apurações, um alerta de disparos foi emitido na tarde de terça‑feira para a Tumbler Ridge Secondary School. Durante a varredura do estabelecimento, agentes localizaram inicialmente seis pessoas mortas por ferimentos de arma de fogo no interior da escola; uma sétima vítima, gravemente ferida, faleceu a caminho do hospital. Separadamente, dois corpos foram encontrados em uma casa na comunidade, investigação que as autoridades consideram conectada ao evento na escola. Investigações em andamento incluem buscas por outras residências e propriedades na localidade para verificar eventuais locais relacionados.
A polícia divulgou poucas informações sobre a identidade do autor — recusando‑se a fornecer dados detalhados — e indicou que uma mulher figura entre as vítimas, o que leva os investigadores a considerar que a própria agressora possa ter morrido no episódio. Ainda assim, as autoridades pedem cautela até a conclusão dos procedimentos forenses e da elucidação das motivações.
Em tom grave, o primeiro‑ministro do país declarou‑se “devastado” diante da “terrível tragédia” e expressou condolências às famílias afetadas, enaltecendo o ato de coragem dos primeiros socorristas que arriscaram a vida para proteger a comunidade. A nota oficial sublinhou a intensidade do choque para uma nação onde tiroteios em massa são estatisticamente raros, embora a memória de ataques recentes e de episódios de violência prolongada ainda pese na tessitura social.
Relatos locais trazem o depoimento de Darian Quist, estudante da escola, que descreveu à emissora pública CBC o momento em que as aulas de mecânica foram interrompidas e a instituição entrou em lockdown. Confinado por mais de duas horas, ele disse ter recebido imagens “horrosas” que documentavam a carnificina, e narrou o alívio ao ser escoltado para fora com as mãos erguidas quando a polícia executou a ação. A mãe, Shelley Quist, contou o desespero e o alívio ao reencontrar o filho: “Não tirarei os olhos dele por um tempo”.
Do ponto de vista geopolítico e de segurança interna, o episódio representa um movimento decisivo no tabuleiro da estabilidade local: minúsculas comunidades montanhosas como Tumbler Ridge dependem de malhas sociais e institucionais frágeis, cujo rompimento pode repercutir além de suas fronteiras imediatas. A investigação deverá esclarecer não apenas a sequência fática — autoria, motivações e modus operandi — mas também a lacuna de prevenção e inteligência que permitiu o ataque.
Analistas ressaltam que, embora o Canadá registre índices de violência por armas inferiores aos de algumas grandes potências, a repetição de incidentes graves em províncias como a Colúmbia Britânica acende alertas sobre a necessidade de reforçar políticas de saúde mental, controle e rastreamento de armas, além de protocolos escolares de resposta a crise. A tectônica de poder local se recalibra, e a comunidade internacional acompanha com atenção, na esperança de que a investigação traga respostas rápidas e medidas concretas de mitigação.
As autoridades confirmaram que o número de vítimas pode ainda ser atualizado à medida que a perícia avança. Pedimos cautela na divulgação de nomes e detalhes até as confirmações oficiais.






















