Por Marco Severini, Espresso Italia — Um novo desenvolvimento no caso que prende a atenção nacional nos Estados Unidos: uma luva preta contendo traços de DNA compatível com o do principal suspeito foi localizada a cerca de três quilômetros da residência de Nancy Guthrie, em Tucson, Arizona. O achado, em um campo próximo à beira da estrada, foi encaminhado para análise laboratorial, cujos primeiros resultados indicam correspondência com as marcas genéticas detectadas na entrada da casa da vítima.
Os fatos, até aqui, traçam um padrão que exige leitura paciente e estratégica. Nancy Guthrie, 84 anos, mãe da jornalista da NBC Savannah Guthrie, foi vista pela última vez em 31 de janeiro. Após o sumiço, redações receberam pedidos de resgate — inclusive com menção a transferência via criptomoedas — cujo prazo para cumprimento já expirou em duas ocasiões, sem confirmação pública de contato direto com a família.
As buscas próximas ao imóvel, onde a vítima viveu por cinco décadas, já registraram a presença de cerca de dezesseis luvas de borracha encontradas em pontos diversos ao redor da propriedade; entretanto, a maior parte desses artefatos foi atribuída a equipes de socorro e descartada no processamento forense. A recente amostra de DNA, porém, parece ligar-se diretamente a um único indivíduo: descrito pelas imagens como um homem de aproximadamente 1,75 m, estatura média, trajando uma mochila de trilha, captado pela câmera do interfone na noite do desaparecimento.
Os investigadores têm sublinhado a apreensão quanto à saúde de Nancy. Registros divulgados via áudio do central de despacho do xerife — disponibilizados em plataformas públicas — mencionam a existência de um marca-passo e histórico de hipertensão e problemas cardíacos. A preocupação é que a idosa necessite de medicamentos vitais diários, cuja interrupção pode representar risco imediato. Ademais, um smartwatch usado por ela, que registrava sinais vitais, aparece desconectado desde o momento do episódio, removendo uma fonte potencial de dados cronológicos sobre seus últimos passos.
Enquanto a investigação avança, o perímetro em torno da residência torna-se palco de uma cena mediática crescente: equipes de televisão acampam nas imediações, e vizinhos depositaram rosas amarelas como gesto de esperança pelo retorno de Nancy. No tabuleiro desta investigação, cada evidência funciona como uma peça que, coordenada com cautela, pode redesenhar linhas de responsabilidade e propor caminhos para localização da vítima.
Do ponto de vista estratégico, o achado da luva com DNA compatível representa um movimento decisivo — não ainda conclusivo — que força uma concentração dos esforços forenses e de inteligência em torno de um perfil suspeito bem delimitado. A tectônica de poder entre autoridades locais, laboratórios e a opinião pública seguirá determinando o ritmo das próximas jogadas.
Continuaremos acompanhando com atenção diplomática e analítica, priorizando a precisão factual e a responsabilidade ao mapear os próximos desdobramentos.






















